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DOUTOR SONO | Confira nossa segunda análise

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Após 39 anos temos uma sequência de uma das mais aclamadas adaptações dos livros do mestre Stephen King e dirigido pelo saudoso Stanley Kubrick. Temos um novo capítulo do universo de “O Iluminado” com o novo longa de terror “Dr. Sono” que estreou no dia 07/11 nos cinemas brasileiros.

A trama nos faz acompanhar os acontecimentos após o filme de 1980 com o jovem Danny Torrence aprendendo a lidar com sua iluminação e ingressando numa vida adulta sem significado e imerso no problema de alcoolismo.

Neste momento vemos a alusão clara de herança parental por parte de Danny Torrance (Ewan McGregor) com o alcoolismo de seu pai Jack Torrance, que foi vivido por Jack Nicholson em “O Iluminado”. Não se esquecendo da própria auto referência que Stephen King utiliza por ter tido problemas com álcool durante uma década e ver Jack Torrance como seu alter ego.

Mas vamos voltar ao filme, nesta nova obra o diretor Mike Flanagan nos entrega uma obra de multigenêro, onde ele se torna competente em nos dar os devidos sustos quando concentra o suspense, mas também nos engoda numa espécie de enredo policial e aventura quando nos apresenta a busca de um grupo de iluminados assassinos pela pequena Abra Stone (Kyliegh Curran) que se mostra uma iluminada prodígio de grandes poderes.

Nessa trama no mínimo envolvente temos Danny Torrence sendo contatado (de forma sobrenatural) pela menina e indo a seu auxílio, colocando de lado sua postura de esconder sua iluminação, a qual estava usando de modo sigiloso para ajudar pessoas em estado terminal. Sobre este trabalho como enfermeiro, torna-se um trecho curto do filme que deu o título ao protagonista e ao filme.

Contudo, o filme demonstra um primor com seus efeitos especiais e surpresas no roteiro. Os elementos oníricos apresentados na película de Kubrick estão lá, com o uso de câmeras que mudam a gravidade de espaços, planos sequência estratégicos e cortes rápidos. Além disso, a trilha sonora de suspense que lembram batidas de coração causa aquela tensão que nos faz esperar um novo fato no roteiro que cause aquele arrepio nas costas.

Pontos negativos podem ser tidos como a velocidade da narrativa em alguns momentos, algo a ser perdoado pela necessidade de adaptar um livro em duas horas e meia, e a atuações satisfatórias, mas não extraordinárias.

O velho Hotel Overlook não poderia faltar, então ele é novamente visitado nos dando a nostalgia e uma interessante surpresa de onde estariam os fantasmas do hotel que Danny havia prendido.

Novos elementos, novas personagens e um fan service nostálgico nos dá a sensação de que este filme completou as lacunas de “O Iluminado” e amplia o horizonte de uma das obras primas do cinema de terror com muito estilo.

  1. Trailer

  1. Ficha técnica
Título Original: Doctor Sleepy
Distribuição: Warner Bros
Data de lançamento: 7 de novembro de 2019 (2h 32min)
Direção: Mike Flanagan
Elenco: Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Kyliegh Curran
Gêneros: Suspense, Fantasia
Nacionalidade: EUA

Memezeiro, escritor, pai e amigo de um magote de fuleiro. CEO do EagoraCast Podcast, parceiro Callango Nerd.


DOUTOR SONO | Vale ou não a pena assistir?

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Bom, galera, pra poder assistir Doutor Sono, tive que corrigir uma falha cinematográfica minha, que foi conferir novamente O Iluminado. Sim, eu já havia assistido ao filme, mas eu era muito novo pra compreender toda a atmosfera daquela obra. Isso foi bom, pois tive a total compreensão de que os filmes se completam, sendo Doutor Sono uma obra que não se trata apenas de uma sequência direta, mas de uma expansão com requintes de “parte 2”. Temos aqui um primeiro ato bem didático, porém essencial para a compreensão do conceito aprestado no filme anterior, que havia sido apenas pincelado. O que é a iluminação e a existência de outras pessoas com a mesma habilidade, por exemplo.

Doutor Sono se passa 30 anos após os acontecimentos no Hotel Overlook, e Danny Torrance (Ewan McGregor) continua sendo perseguido, literalmente, pelos fantasmas de seu passado. Danny sofre de alcoolismo e tem uma vida bastante conturbada e sem raízes, algo compreensivo para alguém que passou por tudo que mostrado no clássico dirigido por Stanley Kubrick. Por causa do uso excessivo de bebida alcoólica, sua Iluminação se encontra bloqueada, e Danny usa isso como uma forma de fugir de si mesmo, de fugir de quem ele é e tentar abandonar suas habilidades. Na tentativa de mudar de vida, Danny se muda para outra cidade, onde conhece um homem que percebe em seus olhos um pedido de socorro, e estende a mão para ajudá-lo a se estabelecer. Danny passa a fazer parte de um grupo de apoio e acaba abandonando o alcoolismo, e nesse meio tempo sua iluminação volta a aparecer. Danny agora trabalha como enfermeiro, e usa suas habilidades para ajudar pacientes terminais a passar dessa para melhor. Daí vem o apelido de Doutor Sono. Durante todo esse período, de vez em quando uma pessoa entra em contato com ele através de mensagens escritas na parece de seu quarto.

Em contrapartida, conhecemos um grupo de iluminados liderados por Rose The Hat (Rebecca Ferguson), que usam suas habilidades para caçar e matar crianças, se alimentando de seus “sopros de vida”, que eles chamam de “vapor”, para se manterem jovens. Existem componentes deste grupo que sobrevivem dessa forma por séculos.

O que Rose e seu grupo não imaginavam, é que durante um de seus momentos de “alimentação”, a mesma pessoa que se comunicava com Danny pelas escrituras na parede, estava observando tudo, e decide procurar Danny para ajudar a combater esse grupo maligno. Seu nome é Abra (Kyliegh Curran) uma pré-adolecente que possui um controle absurdo de suas habilidades.

O primeiro ato do filme, apesar de muito didático, é bastante importante para que possamos entender tudo que vai rolar adiante. O segundo ato é justamente onde a história começa a desenrolar, nos trazendo diversos momentos de terror, suspense, ação e aventura. Um misto de gêneros que foram tão bem encaixados que me deixou preso do início ao fim. Por fim o terceiro ator e praticamente uma homenagem ao clássico, que pode acabar destoando por causa do excesso de nostalgia. Respeito é bom, eu gosto, mas Hollywood tem a mania de estica a baladeira nas homenagens quando se trata de sequências de clássicos. Um erro cometido também em Exterminador do Futuro: Destino Sombrio.

Ô Hollywood, dá pra colocar algo novo e único aí?

A trilha sonora é um dos pontos altos do filme, sendo bem fiel na composição dramática e de terror psicólogo apresentado no primeiro filme. O primeiro filme não me deu medo, mas existem cenas de terror visual aqui que me deixaram na ponta da cadeira. 

Por fim, Doutor Sono é um excelente filme, muito bem dirigido com um ótimo ritmo e cenas marcantes. Não temos aqui nenhuma interpretação memorável como a de Jack Nicholson, mas temos personagens marcantes que chamam atenção do incio ao fim, destacando Abra, a melhor personagem do filme. Recomendo, mas é preciso assistir aos dois filmes, pois os mesmos se completam.

  1. Trailer

  1. Ficha técnica
Título Original: Doctor Sleepy
Distribuição: Warner Bros
Data de lançamento: 7 de novembro de 2019 (2h 32min)
Direção: Mike Flanagan
Elenco: Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Kyliegh Curran
Gêneros: Suspense, Fantasia
Nacionalidade: EUA


Cearense com gosto de gás! CEO do Callango Nerd, cinéfilo, crítico, redator, desenhista, designer gráfico, professor de Cearensês e Mestre Jedi na arte de fazer piada ruim.


A VIDA INVISÍVEL | Confira nossa análise

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Filme do gênero dramático certamente caberia numa versão de ópera, “A Vida Invisível” de Karim Ainouz com Carol Duarte, Júlia Stockler e Fernanda Montenegro no elenco, é baseado na obra literária “A vida invisível de Eurídice Gusmão“. Quantas mulheres foram mortas em vida pelo domínio masculino? Quantas vidas se tornaram invisíveis pela subalternidade feminina de uma sociedade paternalista? O filme realiza essa reflexão.

Trajetórias de vidas interrompidas. Sonhos destruídos pela intolerância do machismo e conservadorismo. O enredo se passa no Rio de Janeiro dos anos 1950 e narra a profunda relação de amor entre as irmãs Guida e Eurídice. Filhas de portugueses, o pai um padeiro controlador e rígido, a mãe uma dona de casa tradicional submissa ao marido.

Apesar da cumplicidade as irmãs tinham características bem distintas. Guida era intensa, de espírito livre, apaixonada e transgressora dos costumes da época. Eurídice era doce, leve, tímida, excelente pianista sonhava em ir para o conservatório de música em Viena. Tais diferenças se complementavam, havia uma admiração mútua, o amor de uma forma sublime. Guida se apaixona por um marinheiro e foge para a Grécia, o que causa uma tristeza profunda em Eurídice, a partir da separação das irmãs, então, desenvolve-se o drama.

A vida invisível é um longa metragem que toca o coração com um repertório de situações que conseguem despertar os mais intensos e nobres sentimentos como o amor fraternal, a esperança, resiliência, compaixão, sentimentos de perda, de se perder, de tempo perdido de vida. Difícil não ir às lágrimas.

Para contar essa emocionante história a produção contou com uma verdadeira simbiose que reuniu um forte elenco, cenários primorosos com uma iluminação natural mesclando com plantas, movimento do vento, efeitos sonoros e figurinos que valorizam todas as cenas. No que se refere às atuações destaca-se a excelente interação entre as intérpretes das irmãs Carol Duarte (Euridice) e Júlia Stockler (Guida), Gregório Duvivier muito bem como marido de Euridice apaixonado descendente de portugueses e a entrega de todo elenco envolvido.

Fechando com chave de ouro a grande Fernanda Montenegro que mais uma vez faz uma atuação incrível dando vida a Eurídice na velhice, transpirando emoção e suspense diante do reencontro da personagem com o seu passado.

  1. Trailer

  1. FICHA TÉCNICA 
A Vida Invisível (Original)
Ano produção: 2019
Dirigido por: Karim Aïnouz
Duração: 149 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Drama Nacional
Países de Origem: Brasil


Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

Exterminador do Futuro: Destino Sombrio | Análise com Spoiler!

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Mais do mesmo com toque de James Cameron?
Depois de muita expectativa e estardalhaço da mídia geek dizendo que a franquia distópica mais conhecida do cinema sobre um futuro pós-apocalíptico contra as máquinas teria uma nova guinada, eis que nos chega algo tipo assim, bonzinho.
Estou falando de Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, dirigido por Tim Miller (Deadpool), roteiro de David GoyesJustin Rhodes e Billy Ray e co-produzido pelo próprio James Cameron, diretor dos primeiros filmes da franquia, além de vários outros grandes sucessos de bilheteria e premiações.
Mas por que tanta expectativa mesmo? Ora, ora, porque quando James Cameron diz que vai voltar a um projeto que tinha vendido os direitos e diz que você expectador, deve esquecer dos outros filmes da franquia, é porque pode esperar uma surpresa das grandes ao nível James Cameron. Afinal ele disse que esta seria a verdadeira trama na sequência de Exterminador do Futuro II: O Julgamento Final.

Entretanto, contudo e todavia, acabamos por ver um thriller ritmado entre cenas de ação de tirar o fôlego e cenas de costura de roteiro com lindas mensagens motivacionais. Roteiro não estava com essas surpresas mirabolantes todas. Ou seja, não era a última Cajuína gelada no deserto.
Mas vamos analisar alguns pontos interessantes do filme.
PONTOS NEGATIVOS
– Desconfiguração do potencial de John Connor: O plot de chacinas, tiroteios e perseguições do segundo filme da franquia era salvar a vida do garoto John Connor de um T-1000 (um dos vilões mais fodas do cinema). Em Destino Sombrio John Connor já papoca nos primeiros minutos de tela. Hasta La vista, Baby.
– Redefinir não é o mesmo que inovar: Perceba caro leitor que não critico o excelente trabalho de Cameron na construção de novos mundos ficcionais e roteiros incríveis. Mas quando você vai tentar redefinir uma franquia que já foi jogada de um lado para outro durante uns vinte anos, não pode esperar inventar a roda e lacrar no rolê só porque foi você que inventou a brincadeira. Em suma, a essência da trama já foi incansavelmente explorada, não prometa surpresas.
– Atuações fraquinhas: Daniella Ramos vivida pela atriz Natalia Reyes não está muito convincente, você não consegue imaginar, nem na cena que mostra um pouco disso, essa mulher liderar a rebelião humana. A humana alterada Grace, vivida por Mackenzie Davis, não está tão ruim, mas não vai ganhar nenhum Oscar. Quanto ao novo exterminador modelo REV-9 do ator Gabriel Luna, ele tenta, mas tentar tirar o posto de Robert Patrick caçando como T-1000 é covardia.
– Ritmo previsível das cenas tiram a surpresa: Depois de meia hora de filmes você já fica sabendo em que momento o novo Exterminador vai atacar e quanto tempo os mocinhos terão para resolver desavenças. Muito CGI em algumas cenas tornam irreais como a cena do avião.
– Suspense desnecessário em revelar algumas informações: Não consegui engolir aquela desculpa esfarrapada da Grace em não contar sobre o futuro logo.
PONTOS POSITIVOS
– Fan Service pra Chuchu: Shwarza está lá como T-800 e dessa vez com uma treta sinistra com a incrível Linda Hamilton vivendo novamente Sarah Connor depois de mais de 20 anos. Saudosismo e torcida animada para que ela não morra e ele só seja destruído com uma daquelas cenas dramáticas e vibrantes.
– Cenas de ação/perseguição para te prender na poltrona: O diretor honrou a sequência do segundo filme da franquia e nos deu cenas explosivas e interessantes.
– We Can Do It!: Exploração de papéis com feminilidades diferentes, onde mulheres não são apenas úteros ambulantes que podem gerar novos homens líderes, mas agora elas são as líderes e as protetoras alteradas tecnologicamente ou com vasta experiência em combate e inteligência militar.
– Mensagens sutis e mensagens diretas: O roteiro nos traz uma mensagem motivacional de que qualquer pessoa pode se tornar um John Connor quando for preciso, para ajudar o outro. Destino é algo a ser construído pelas nossas escolhas e que a cada nova mudança de ação estamos mudando as probabilidades para o futuro. Exemplo é de que Skynet não existe mais, agora os humanos terão que enfrentar um conjunto de IA’s(Inteligências Artificiais) chamado “Legião”, criadas pelo mesmo motivo: aperfeiçoamento militar.
Concluo esta crítica dizendo que não é um filme tão ruim, apesar de ser aquém do que esperávamos no quesito roteiro, mas na ação, a mão de James Cameron ainda está lá presente, lhe convidando a pensar nas diversas possibilidades de futuros sombrios repletos de Exterminadores.
  1. trailer

  1. ficha técnica
Título original Terminator: Dark Fate
Distribuidor Fox Film do Brasil
Data de lançamento 31 de outubro de 2019 (2h 09min)
Direção: Tim Miller
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Mackenzie Davis
Gêneros Ação, Ficção científica
Nacionalidade EUA
Ano de produção 2019


Memezeiro, escritor, pai e amigo de um magote de fuleiro. CEO do EagoraCast Podcast, parceiro Callango Nerd.


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