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Jumanji - A Próxima Fase, será que vale à pena entrar nesse jogo?

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Está chegando às telonas Jumanji - A Próxima Fase, escrito e dirigido por Jake Kasdan que também dirigiu Jumanji – Bem Vindo à Selva. Nessa nova fase, meio que imita a primeira onde quatro jovens jogadores são enviados para um videogame, onde eles enfrentaram uma série de desafios para ganhar uma passagem segura para casa, blá blá blá. Só que agora há mais dois jogadores na parada e o resultado foi uma brincadeira agradável para os cinéfilos que adoram comédia com uma pitada de aventura, ou vice-versa.

Sentindo que algo está faltando em sua vida (neura), Spencer (Alex Wolff) faz a besteira de consertar o jogo e voltar a Jumanji com a ideia de reviver o saradão Bravestone (Dwayne Johnson). Quando seus amigos Bethany (Madison Iseman), Fridge (Ser'Darius Blain) e Martha (Morgan Turner) descobrem que o console do jogo foi reconstruído, eles vão atrás dele mesmo com Friedge taxando todo mundo de maluco por quererem voltar lá, e ele tem toda razão. Então iniciam outra nova aventura em Jumanji, mas desta vez sem querer levam com eles uma ajuda adicional: Eddie (Danny Devito) e Milo (Danny Glover).

Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart, Jake Black e Nick Jonas retornam para reprisar seus papéis como avatares do jogo, com um novo elemento a adição de Awkwafina (Nora Lum) como uma avatar chamada Ming Fleetfoot (ficava esquisito chama-la de Ming Pés Ligeiros), uma ladra com seu próprio conjunto de habilidades e Rory McCann como o novo vilão do filme, Jurgen o Brutal. O nome dele parece dizer tudo.

Uma novidade é que Kasdan introduziu esse elemento de troca de corpos, que permitiu ao elenco interpretar uma série de personalidades e adicionar mais diversão e humor ao filme.

Martha e Friedge expressam criativamente suas angústias e frustrações com a falta de controle da situação. Depois de trocar de papéis, eles fazem uma troca convincente que fará o espectador acreditar que são esses personagens específicos, e é interessante como o espectador percebe quem são devido a suas interpretações.

Johnson e Hart, mais uma vez esbanjam na comédia enquanto jogam, mas desta vez interpretando os personagens de Eddie e Milo, inicialmente interpretados por Devito e Glover. Johnson, agora com sua atitude teimosa do velho decrépito e Hart com sua incapacidade de "chegar logo ao ponto" ao falar, incorporam os personagens com carisma e charme, não importa o quão estranho seja vê-los interpretando papéis totalmente diferentes do Jumanji anterior. Johnson parecia estar se divertindo muito com sua saída de sua personalidade otimista típica e esse novo visual não decepcionou. Hart, em particular, desempenhou seu papel perfeitamente. Ele definiu a impressão de um velho de mente positiva, pronto para uma aventura. Ele poderia ter falado o filme inteiro sem ficar obsoleto.

Ming Fleetfoot, interpretada por Awkwafina (Nora Lum), apesar de não ter um papel tão grande, foi uma surpresa e sua personagem se destacou na franquia. Sua personalidade se encaixa bem no tom deste filme e se molda efetivamente aos personagens que seu avatar deve ser. Ela rapidamente se estabelece como uma concorrente de comédia com seus colegas veteranos do elenco.

Todo o elenco tinha uma química maravilhosa entre si. As interações engraçadas dos personagens e as brincadeiras continuam desde o último filme, mas desta vez o elenco pega a dinâmica que todos nós gostamos e muda para uma nova abordagem.

Algumas características pessoais foram modificados e introduzidos para os avatares, acrescentando pontos de comédia e trama necessários para os personagens. Essas características já existiam antes, mas agora foram adicionados pontos fracos e fortes para afastar esses personagens. Alguns personagens tiveram muitas fraquezas, como as condições climáticas, e foram interpretados como completamente inúteis por valor cômico, enquanto outros tiveram uma fraqueza específica adicional que levou a trama adiante ou uma preocupação criativa pelo bem-estar do personagem. Foi uma boa adição para fornecer aos personagens novos obstáculos e desafios a serem superados.

Embora Jumanji  2 tenha contribuído com muitos elementos novos para mantê-lo novo, eu achei que ele teve alguns problemas. A trama era simples e infelizmente sem brilho e parecia secundária à interação dos personagens. O principal vilão, especificamente, tem um papel muito menor e realmente não tem motivos para fazer o que faz, a não ser de ser só o vilão mesmo. E quando um ator como Rory McCann de Furia de Titãs e Game of Thrones é escalado, ele deve ser usado para essas habilidades. Sabemos que ele pode interpretar o guerreiro bruto, mas ele também poderia agir e dar mais emoção a esse personagem, o que nunca foi realmente uma opção para o filme.

Obviamente, este filme tem uma mensagem importante para o público, como a maioria dos filmes modernos. A mensagem, embora não seja necessariamente única, se consolida como importante para os jovens que crescem e aprendem quem são no mundo. É sincero e funciona bem para amarrar o filme. Promove trabalho em equipe, comunicação, coragem, empatia, generosidade. Os personagens precisam dos pontos fortes um do outro para concluir as missões em cada nível cada vez mais difícil e terminar o jogo perigoso. O trabalho em equipe exige confiança, honestidade. Outras mensagens incluem a ideia de que as pessoas precisam de amigos incondicionais (a "equipe" deles) durante toda a vida e que, quando você se sente inseguro e solitário, é quando você mais precisa procurar os amigos.

Jumanji – A Próxima Fase é uma sequência divertida que adiciona mais risadas, ações e dinâmicas de personagens que se expandem no mundo, destacando o potencial criativo que essa franquia tem para crescer. Com certeza o terceiro filme virá e vou soltar uma dica: no final do filme dá a entender que próximo deverá seguir o enredo do primeiro Jumanji de 1995 com Robin Williams. Vejam se conseguem sacar essa dica.


  1. trailer
  1. ficha técnica
Título original: Jumanji : The Next Level
Estreia: 16 de janeiro de 2020
Duração: 2h 04min 
Gênero: Aventura, Comédia
Direção: Jake Kasdan
Elenco: Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: SONY PICTURES
Ano de produção: 2019


Crítico de cinema e professor de inglês com 23 anos de batalha. Apesar do nome afrescalhado sou 100% macho e nordestino da gema, nascido e criado no Pirambu! Algum problema?


FROZEN 2 | Vale ou não a pena assistir?

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Bom galera, essa análise não tem a pretensão de contar o que acontece no filme, mas falar um pouco da obra no intuito de deixar o leitor com vontade de assistir. Belê?

Depois do grande sucesso a animação, uma sequência era algo que geraria uma grande expectativa de superação, ou ao menos de fazer jus ao primeiro filme. A princípio vi Frozen 2 apenas como um filme caça-níquel por não ver a necessidade de sua produção, mas ao conferir tive o prazer de perceber que estava enganado.

Frozen terminou deixando um mistério no ar que era a origem dos poderes de Elsa, e para nos explicar tudo isso, o filme inicia dando um passo atrás para nos contando mais sobre o passado das irmãs. Essa volta ao passado aprofunda nosso conhecimento sobre a família real de Arendel e seus alicerces. Aqui presenciamos um completo mergulho na fantasia e nos mistérios que envolve gerações passadas com povos nativos da região, e toda a sua influência nos poderes que Elsa possui.

Diferente do que imaginei, o filme não cai no erro de se sustentar na história do filme anterior, possuindo sua própria identidade se mostrando uma obra mais madura que a original. No primeiro e até uma certa parte do segundo ato, podemos ficar com a sensação de ser um pouco lento, mas é nele que estão todas as informações necessárias para o entendimento da trama até o ponto que a história começa a engrenar. Cada personagem tem seu arco bem definido e consegue se sustentar de forma agradável.

Dentre tantas coisas que achei boas nesse filme, as que menos gostei foram as músicas. Não possuem o mesmo impacto e são facilmente esquecidas se compararmos às canções do filme original. Por incrível que pareça a melhor música é a do Christoph. Sério, é algo incrível, mas como essa análise não possui spoilers, não posso falar com detalhes.

Trocando em miúdos, Frozen 2 é um filme bem feito, bonito e maduro, possuindo grandes momentos e mensagens importantes. O único ponto fraco realmente são as músicas, mas isso é minha opinião. Antes de assistir o filme original, vi críticas falando que as músicas não possuíam o mesmo impacto que outros clássicos da Disney, mas nós sabemos que isso não é verdade. Posso eu estar errado nesse quesito, quem sabe.

  1. Trailer

  1. Ficha técnica
Titulo original: Frozen 2
Data de lançamento: 2 de janeiro de 2020 (1h 44min)
Direção: Jennifer Lee, Chris Buck
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad
Gênero: Animação
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: DISNEY / BUENA VISTA
Ano: 2020

Cearense com gosto de gás! CEO do Callango Nerd, cinéfilo, crítico, redator, desenhista, designer gráfico, professor de Cearensês e Mestre Jedi na arte de fazer piada ruim.


STAR WARS: A ASCENÇÃO SKYWALKER | Análise com spoiler

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Finalmente chegou o dia que J.J. Abrams encerra a trilogia de Star Wars que ele mesmo iniciou. O problema aqui é que ele irá encerrar algo que não teve um planejamento determinado, e isso é difícil de acreditar quando a história está nas mãos da mesma empresa que encabeçou o universo cinematográfico da Marvel.

Depois de fazer cosplay de Neo, me desviando de todos os spoilers possíveis, fui conferir A Ascensão Skywalker, e devo dizer que senti um certo incômodo com o que estava vendo logo no início do filme. Não pela qualidade, ou pela história em si, mas pela sensação de algo apressado. Se você não ficar atento a todos os detalhes, pode se perder fácil e ficar sem entender o que está acontecendo. Em determinados momentos me senti assistindo Mad Max: Estrada da Fúria, por causa do ritmo frenético e a necessidade de urgência constante, mas com o desenrolar da trama percebi que aquilo tudo era só pressa mesmo, como se diretor quisesse recuperar o tempo perdido no segundo filme. Tem tanta coisa rolando aqui, tanta informação que fiquei com a sensação de estar vendo o enredo de dois filmes foram compactados em um.

Pra falar a verdade, acho que o maior problema desse filme está exatamente na existência do segundo, dirigido por Rian Johnson. É claro que existem coisas boas naquele filme, mas os acontecimentos mais importantes atrapalharam o desenvolvimento de uma continuação. Fatos como a morte precoce de Snoke, Luke como um covarde, distanciamento do trio principal e Rey sendo interpretada como uma "escolhida da força", como se ela e Anakin tivessem um mesmo espírito que atravessasse gerações. JJ com a sequência nas mãos, não só ignorou como desmentiu muitas dessas coisas, evidenciando a falta de planejamento de que falei. Pouca coisa foi aproveitada, como a ligação entre Kylo Ren e Rey, mas o resto foi jogado no lixo. E resultado que vemos é de algo que tenta desfazer o que aconteceu ao mesmo tempo que tenta nos prender em uma nova trama, nos dando um "novo vilão" como foco. Palpatine aparece como se estivesse por trás de todas as ações de Snoke, e essa ideia é jogada no nosso colo na cara dura.

"Ah, trazer o Palpatine de volta sempre foi o nosso plano".

Man, a cara de vocês num treme não?

Não que eu tenha achado que a ideia tenha sido ruim, só acho desnecessário esse apego a trilogia clássica, sem falar que tudo isso é meio sem nexo se considerarmos que nada foi mostrado em filme nenhum. É estranho imaginar Palpatine tendo um filho avulso que gerou uma menina com tantas habilidades. Sim, os pais da Rey são dois doidin véi que venderam a menina para escondê-la do avô Babau. Sem falar que essa era pra ser a maior revelação dessa trilogia, algo tão grandioso quanto Luke ser filho do Vader, mas o momento que isso é revelado é bem sem sal. Imagino aquele meme do Silvio Santos "Tá, tá bom".

Sobre a qualidade da produção não tenho do que reclamar, pois, continua bonito e bem feito como sempre. Até mesmo a história não teria problema de ter sido contada da maneira que foi caso ela fosse dividida duas partes. Isso sim seria inovador para a franquia. Gostei também da abertura para o passado de Poe Dameron e  Finn, incluindo uma cena onde Lando se oferece para ajudar uma Ex-Stormtrooper como o Finn a descobrir quem ela era. Essas coisas dariam um bom enredo para uma série.

Outro ponto positivo, se não o maior, foi a redenção de Kylo Ren. Isso era algo já esperado, mas a maneira que foi feito foi bem coesa e condizente com o personagem. É perceptível a mudança na abordagem dele após o ocorrido, ganhando uma leveza nas expressões e também na maneira que ele luta e maneja o sabre de luz na luta contra o Cavaleiros de Ren.

As cenas de luta e de guerra também são espetaculares, fazendo jus a saga. Destacando de longe ao que é mostrado no terceiro ato.

Por fim, gostei da ideia, mas não gostei da execução. Reafirmo que esse filme teria sido incrível se ele fosse dividido em duas partes dando mais carga e base aos acontecimentos, além de explicar os acontecimentos por trás do retorno do Palpatine, sua misteriosa frota e os Cavaleiros de Ren. Isso tudo ficou bastante nebuloso nos deixando com perguntas sem respostas. Saí da sessão com uma sensação estranha de que alguma coisa estava faltando, e isso não é legal para o fim de uma saga.

  1. Trailer

  1. Ficha técnica
Título Original: Star Wars: Rise Of Skywalker
Data de lançamento: 19 de dezembro
Direção: J. J. Abrams
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac
Trilha sonora: John Williams
Autor: George Lucas
Roteiro: J. J. Abrams, Chris Terrio
Produção: Disney ) Buena Vista
Ano: 2019

Cearense com gosto de gás! CEO do Callango Nerd, cinéfilo, crítico, redator, desenhista, designer gráfico, professor de Cearensês e Mestre Jedi na arte de fazer piada ruim.


Crime Sem Saída | Para uma tarde quente de opções reduzidas.

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Andre Davis (Chadwick Boseman) é um jovem policial que decide seguir os passos do pai, que foi morto quando ele ainda era garoto, e se torna um profissional (segundo sua própria visão) justo, honrado e consciente de suas ações como garantista da lei. Algumas de suas convicções a esse respeito, no entanto, o fizeram responsável por algumas mortes – por ele justificáveis – durante operações realizadas nos últimos anos, fato que o obriga a visitar constantemente a corregedoria de New York (mas só vemos isso acontecer uma vez).

Ray (Taylor Kitsch) e Michael (Stephan James) são dois ladrões contratados para realizar o que deveria ser um simples roubo de cocaína envolvendo gangues rivais, mas tudo acaba saindo do controle e resulta em oito policiais mortos, além de um civil. Os problemas, no entanto, não param por aí: os acontecimentos decorrentes do desastroso roubo vão se mostrando numa extensão muito maior do que se imaginava, revelando um esquema que envolve policiais corruptos do seu próprio departamento. Andre se torna o responsável pelas investigações do crime e tem apenas uma noite para solucionar os mistérios e capturar os bandidos; para isso, a polícia, literalmente, fecha todas as saídas de Manhattan.

Daí a ideia do título ser “Crime ‘Sem Saída’” na versão brasileira. Porém, este é o primeiro elemento que contribui para que o longa corra o risco de ser facilmente levado à categoria de filmes policiais pelos quais passamos sem grande interesse, quando buscamos algo pra ver na TV ou nos apps..., pois o efeito poético de 21 bridges, do título original, em alusão às famosas pontes da ilha de Manhattan, se perde por completo, minguando um potencial elemento de destaque já no cartaz.

Em Andre, não há sinal do “Rei de Wakanda”, o que demonstra a habilidade de Boseman (Pantera Negra, 2018) de se reinventar para outros papéis, mas o controverso “policial honrado e de sangue-frio”, nos moldes do que é prometido, também não  consegue se construir convincentemente ao longo da maior parte do filme; enxergamos com facilidade e ligeireza o garoto abalado pela brutal morte de seu pai, mas o “pistoleiro” – imagem que a trama tenta sustentar desde o início – somente se nos apresenta pela voz das outras personagens, que assim o chamam, mas não por ele mesmo. Isso muda nos momentos finais, e vemos o que realmente queríamos ver. É um tanto difícil dizer se a falha é de Boseman, acostumado a ser herói, ou do roteiro... a tendência é maior neste que naquele.

Isso nos leva a dizer que o elenco como um todo se comporta muito bem, e a dublagem brasileira responde, como sempre, à altura. As cenas de ação recebem uma excelente produção, dignas do talento dos irmãos Russo, envolvendo bons enquadramentos, movimentos de câmera que se dedicam a proporcionar bom acompanhamento dos acontecimentos, mesmo nos de grande agitação; fotografias incríveis e efeitos sonoros bem construídos. Há certo exagero no impacto sonoro dos tiros, que não condiz com os padrões bem equilibrados da trilha do filme como um todo, mas não é algo que compromete o bom desempenho das cenas.

Entretanto, não há qualquer novidade digna de excitação nos desdobramentos das narrativas principais que se entrecruzam (a de Andre e a dos criminosos, Ray e Michael), que, nutridas por um roteiro mediano (não cheira nem fede) de Adam Mervis (O Garoto de Ouro, 2012) e Matthew Carnahan (House of Lies, 2012 – 2015), consegue apenas que não percamos o interesse pelos acontecimentos: tudo que parece óbvio, no fim o é, mas sem desgaste nem frustrações consideráveis. 

O filme, desde o início, promete ser clichê e assim o faz; se esforça para construir bem as cenas, e até consegue, mas só podemos tecer verdadeiros elogios até aí. Há um subaproveitamento visível de excelentes nomes como J.K. Simmons, Sienna e Taylor em benefício de Boseman e Stephan James – que conseguem entregar bons personagens, apesar das ressalvas. A disposição é compreensível, mas um tanto broxante ver um elenco tão bom entregue a um roteiro relativamente pobre. Nesse sentido, sob direção de Brian Kirk (Game of Thrones, 2011), o filme inteiro opta por seguir caminhos que não são problemáticos, evitando plot twists grandiosos e/ou arriscados, de modo que, para os padrões, não decepciona ­­– visto que também não parece ter grandes pretensões de bilheteria ­–, mas tampouco surpreende.

A trilha sonora de Henry Jackman (WiFi Ralph, 2018), esta sim(!), dá ao filme os elementos de que precisa, e que de outra forma não conseguiria: desaceleração nas cenas que pedem atenção e força de continuidade nas cenas que precisam passar depressa; um malabarismo que opera numa dimensão entre o intelectivo e o sensitivo, dosando nosso envolvimento com as sequências de acontecimentos relativamente insuficientes em si mesmos. Por vezes, a trilha sonora, a boa atuação e o jogo de câmeras habilmente nos chamam com a perícia de um mágico que desvia nossa atenção de elementos do roteiro, que facilmente nos entediariam ou fariam com que o encanto de seus truques perdesse efeito, como as mortes que acontecem fácil e rápido demais, o cerco de Manhattan que se dá em menos de 20 minutos, e as deduções que, mesmo apressadas, geram soluções inacreditavelmente convenientes, que entregam de bandeja o paradeiro dos bandidos onde quer que estejam...

Em suma, em sua conjuntura, é um filme mediano, com bons investimentos da produção, mas baixo desempenho no enredo e no roteiro. Quem curte produções do gênero policial clássico talvez consiga extrair algum entusiasmo, mas, no geral, não tem força de atração suficiente que resulte em convites para que se volte ao cinema com amigos ou crush – só se você for realmente muito fã do Chadwick Boseman –, de modo que eu só assistiria uma vez, numa tarde quente de opções reduzidas.


  1. Trailer


  1. Ficha técnica
Título original: 21 Bridges
Título em português: Crime Sem Saída.
Estreia: 05/12/2019.
Gênero: Drama/Policial.
Duração: 01h 39m.
Direção: Brian Kirk.
Elenco: Chadwick Boseman, Sienna Miller, Keith David, J.K. Simmons, Taylor Kitsch, Stephan James, Alexander Siddig.
Roteiro: Adam Mervis, Matthew Carnahan.
Produção: Anthony Russo, Joe Russo, Logan Coles, Chadwick Boseman, Mike Larocca.
Trilha sonora: Henry Jackman.


Professor de música, semioticista, crítico de cinema, comedor de cuscuz e ouvidor de baião.


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