
Truque de Mestre 3 é aquele filme que faz a gente se perguntar seriamente: por que insistiram nisso? O primeiro funcionava por ser simples, ágil e inteligente dentro da proposta. Esse terceiro… meu irmão, é só perda de tempo.
A história aposta em um novo trio de ilusionistas, vendido como a nova geração, enquanto o elenco original volta só pra cumprir tabela. Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e Isla Fisher até aparecem, mas viraram coadjuvantes de luxo. E o pior: o trio novo não tem carisma nenhum. Zero química, zero presença. Não dá vontade de acompanhar ninguém dali.
O roteiro é um festival de conveniência. Tudo acontece porque o filme precisa que aconteça. Cena que não leva a nada, diálogo explicando o óbvio, personagem falando o plano inteiro em voz alta como se o público fosse burro. É puro enchimento de linguiça.

A antagonista então… pelo amor de Deus. Bilionária, poderosa, mas anda com um único segurança, sem preparo nenhum. Sério, o segurança particular do Messi daria um show perto do que o filme mostra. As ameaças são tão mal pensadas que quebram qualquer imersão.
As atuações sofrem porque o texto é ruim. O segundo filme já era fraco, mas ainda tinha uma ou outra cena que se salvava. Aqui não. Parece uma versão barata do primeiro, sem criatividade e sem impacto.
E o final? Arrastado, fraco e totalmente esquecível, justamente quando o tédio já venceu.
No fim das contas, fica claro que Truque de Mestre deveria ter sido um filme solo. O primeiro fechava bem a ideia. As continuações só diluíram tudo o que ele tinha de bom.
Dei valor ao primeiro.
O segundo teve seus momentos.
Mas esse terceiro… misericórdia.
Ah, deixaram um gancho para um quarto ato... mel Dels...
Marcio Oliveira 1
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