REASSISTINDO | O Incrivel Hulk (O Hulk de Verdade) de 2008



Lançado lá em 2008, O Incrível Hulk se destaca como um ponto fora da curva no MCU. Parece até que veio de um universo paralelo, com aquele clima único do filme e quase nenhum personagem dando as caras nos filmes seguintes, tirando o General Ross, é claro.

  1. PONTOS FORTES

Hulk Casca Grossa: Essa versão do Hulk é, na minha opinião, a mais insana. O Gigante Esmeralda aqui é pura fúria, com aqueles olhos verdes soltando faíscas de radiação gama. Senti falta desse estilo no Ruffalo. Ele é retratado como uma verdadeira força da natureza, sem muitas amarras ou ponderações, o que o torna um adversário imprevisível e visceralmente poderoso. A transformação de Banner em Hulk é visualmente marcante, destacando-se pela intensidade das mudanças físicas e emocionais do personagem.

(Imagem reprodução)

Atuação do Edward Norton: Apesar de não ser o Banner dos quadrinhos, Norton consegue captar bem o drama de alguém com uma fera incontrolável dentro de si. Sua interpretação traz uma camada de complexidade emocional ao personagem, mostrando um cientista atormentado pela dualidade entre a genialidade e a monstruosidade. Norton traz uma profundidade psicológica que explora as consequências devastadoras do acidente que transformou Banner em Hulk, dando ao público uma visão mais íntima do conflito interno do personagem.

Cenas no Brasil: As cenas no Rio de Janeiro são um dos pontos altos. O começo é cheio de ação e informação na medida certa. E aquela perseguição na favela? Sensacional. A escolha do Brasil como cenário traz uma atmosfera vibrante e exótica ao filme, explorando locações icônicas como as ruas movimentadas do Rio e as paisagens deslumbrantes da Amazônia. Essa ambientação não apenas adiciona um elemento visual interessante, mas também enriquece a narrativa ao introduzir uma nova cultura e contexto para o confronto entre Banner e sua contraparte verde.

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O vilão e a pancadaria final: O Abominável foi desenvolvido com maestria, uma ameaça real antes mesmo de virar monstro. Sua construção como antagonista envolve uma escalada gradual de tensão e perigo, estabelecendo-o como um desafio formidável para Hulk. A batalha final é de arrepiar, muita destruição e socos voando. Hulk mostrando que sabe se defender, bem diferente da versão seguinte. A luta entre Hulk e o Abominável não só entrega momentos épicos de ação, mas também aprofunda a rivalidade entre os dois monstros, explorando suas habilidades únicas e os limites de sua resistência física.

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As referências: O filme respeita muito bem os fãs, se comprometendo em apresentar elementos importantes para o personagem. A mudança dos olhos assim como na série clássica, a presença de Lou Ferrigno, e o famoso “Hulk Esmaga”. Essa frase não foi mais dita pelo personagem desde então.

Continuidade do MCU: Apesar de sua relativa desconexão com o restante do MCU, o filme estabelece elementos importantes para o futuro. General Ross se torna uma figura chave, reaparecendo em filmes posteriores como um antagonista recorrente. Sua obsessão em capturar Hulk e transformá-lo em uma arma militar é um tema que ressoa ao longo da saga do MCU, influenciando eventos significativos como a formação dos Vingadores e o confronto em Guerra Civil.

  1. PONTOS FRACOS

Ritmo irregular: Depois da adrenalina na favela, o filme dá uma esfriada. Mesmo com coisas importantes acontecendo, falta um pouco de agilidade. Dá até pra ir ao banheiro e voltar sem perder muita coisa. A transição entre os momentos de ação intensa e os períodos mais contemplativos poderia ter sido melhor equilibrada para manter o público engajado ao longo de toda a narrativa.

CGI nem sempre convence: Entendo que era 2008 e os efeitos eram aceitáveis pra época, mas tem horas que fica meio artificial, né? Principalmente em cenas mais complexas, como as transformações de Hulk e as sequências de batalha, o CGI mostra suas limitações técnicas, resultando em momentos onde a imersão do espectador é comprometida pela evidência dos efeitos visuais.

Sensação de que faltou algo: Mesmo curtindo, ficou aquela sensação de poderia ter sido melhor. O filme estabelece uma base sólida, mas deixa algumas oportunidades de explorar mais profundamente o desenvolvimento dos personagens e a complexidade de suas motivações. Mais tempo dedicado ao crescimento emocional de Banner e à dinâmica de sua relação com Betty Ross poderia ter enriquecido ainda mais a narrativa.

E aí, concorda com esses pontos?


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