CINEMA

PAPILLON | Vale ou não a pena assistir?


Título original: Papillon
Data de lançamento 4 de outubro de 2018 (1h 57min)
Direção: Michael Noer
Elenco: Charlie Hunnam, Rami Malek, Eve Hewson
Gêneros: Aventura, Drama
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: IMAGEM FILMES
Não recomendado para menores de 16 anos

Sempre tive uma queda para de filmes de fuga, principalmente quando a história envolve homens que foram injustamente condenados. Essa premissa já rendeu uma “ruma” de filmes como Fugindo do Inferno, Um Sonho de Liberdade, Rota de Fuga e, é Claro, o clássico Papillon, que é baseado em uma história real, acompanhando as memórias de Henri “Papillon” Charriere, que nesta nova versão, conta com a direção de Michael Noer, e roteiro de Aaron Guzikowski (Os Suspeitos).

No ano de 1931, Henri Charriere (Charlie Hunnam) é injustamente condenado à prisão perpétua por assassinato e mandado para a prisão de Saint Laurent du Maroni, na Guiana Francesa. Lá, ele conhece Louis Dega (Rami Malek), um falsário que se torna alvo fácil dos outros prisioneiros por ser rico. Charriere percebe a fragilidade física de Dega, propõe uma parceria onde ele irá protege-lo em troca de seu dinheiro, que serviria para uma fuga. Charriere ou “Papi”, como ele é conhecido aqui, executa uma série de planos de fuga, mas acaba sendo pego e mandado para a solitária por diversas vezes. Uma delas foi de cinco anos, para o espanto de todos, ele consegue sobreviver a tudo isso.

Diante do conteúdo do filme que consiste em acompanhar as tentativas de fuga de Papi e Dega, o filme acaba ficando repetitivo. Ok, a proposta era essa, mas a repetividade cresce tanto que resulta em um filme arrastado, com tomadas desinteressantes, que não agregam muito para o avanço da trama. O melhor momento é a parte do primeiro período na solitária. O isolamento do personagem, é um momento forte, e o uso de detalhes visuais, enriquecem a narrativa. Infelizmente o restante do filme não contém essa mesma visão. O que se espera do remake de um clássico, é um ritmo mais acelerado e objetivo, mas isso não acontece aqui.

A forma com que a prisão é retratada também não é satisfatória, com pouca veracidade. Isso fica bem evidente quando nos é mostrado no final do filme, imagens reais de lá. Se não fosse por isso, e pela mensagem no início do filme dizendo que era baseado em uma história real, não daria para ter essa noção. Fica aquela sensação no ar de que algo está faltando. Aliás, o filme todo deixa essa sensação. No fim, acabei tendo a impressão de que a história por trás era muito mais interessante sozinha.

Papillon também conta com uma ótima fotografia, e excelentes planos abertos. Os planos fechados também tem sua riqueza ao focar as expressões dos atores. Charlie Hunnam está muito bem no papel, com uma excelente expressividade. O ator também passa por uma transformação física, mostrando o resultado de diversas privações de Papi passou em seus anos de prisão. Rami Malek, faz um papel bem básico, que acaba sendo sustentado pela própria história do personagem, e sua importância na trama. Sua interpretação é mediana durante todo o filme, mas no final ele consegue surpreender, trazendo toda a emoção que a última cena dos dois juntos exige.

Respondendo a pergunta título do post, sim, mas apenas em casa. Não vejo muito ganho emir ao cinema para ver essa produção. O filme é arrastado, mas é sustentado pela importância da história, que continua fascinante mesmo depois de quarenta e cinco anos após o lançamento do clássico. Era esperado algo mais envolvente, dinâmico e inovador, mas infelizmente isso não acontece. Você precisará de um pouco de paciência e curiosidade para ver até o fim.


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