CINEMA

O PROTETOR 2 | Vale ou não a pena assistir?



Título original: The Equalizer 2
Data de lançamento: 16 de agosto de 2018 (2h 01min)
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Denzel Washington, Pedro Pascal, Bill Pullman
Gêneros: Ação, Drama
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: SONY PICTURES
Ano de produção: 2018

Segundo o dicionário Aurélio, Equalizador significa fazer com que alguma coisa fique uniforme; tornar semelhante ou igual; uniformizar. E é exatamente isso o que o personagem Robert McCall faz no filme The Equalizer 2 (Tradução literal: O Equalizador), mas no Brasil todos conhecem como O Protetor 2.

Parece que todo grande ator quando chega a uma certa idade tem que ter uma franquia de ação confiável para recorrer esses dias. E para Denzel Washington, são os filmes "O Protetor", baseados no seriado de TV dos anos 80, sobre um ex-agente da inteligência usando suas habilidades para ajudar os menos afortunados. Dirigido por Antoine Fuqua, o filme de 2014 apresentou Denzel trabalhando em uma loja do tipo Leroy Merlin e fazendo uso de um martelo de uma forma bem peculiar, ou seja, cabeça de vagabundo é prego. Em "O Protetor 2", a equipe do diretor Fuqua, o escritor Richard Wenk e Washington retornam para uma continuação que segue o mesmo carisma de sua estrela.

Os filmes da quem sabe “franquia de O Protetor" nos remetem a ver o Robert McCall de com uma dupla consciência. Ele é incrivelmente letal, frio e eficientemente violento, como vocês vão ver logo no início, onde ele detona um bar lotado de turcos malvados em um trem. Esses caras eram na verdade sequestradores, e McCall só quer devolver uma garotinha pra sua mãe, sem recompensa ou elogios.

Nas horas vagas, ele orienta um jovem local a “se manter na linha” e salvá-lo de uma vida de crime. Esse jovem é Miles (Ashton Sanders), e a história da gangue é meio extravagante, um clone de cada representação que vimos de “Boyz in the Hood”. McCall também ajuda sobreviventes do Holocausto a encontrar familiares há muito perdidos e, com grande prazer, arrebenta a cara de alguns jovens banqueiros em uma suíte depois que eles agridem sexualmente uma mulher. Não há anúncio de jornal como no primeiro filme; em vez disso, McCall encontra seus clientes enquanto dirige Lyft, uma espécie de UBER, quer eles queiram a sua ajuda ou não.

Em "O Protetor 2", o enredo de ação continua e é muito mais convincente do que essa frágil conspiração internacional de assassinato. Esta parte da história é meio clichê, e a trama ao redor é um tanto triste. O roteiro pode parecer meio lento, fazendo você pensar que está perdendo alguma coisa, mas não está.

Diferentemente do primeiro filme, desta vez os caras maus vão mexer logo com o próprio McCall, quando sua velha amiga Susan (Melissa Leo) se depara com alguma dificuldade em investigar um assassinato/suicídio de um agente secreto em Bruxelas. É aí que se dá início a toda uma traição que McCall acaba descobrindo. Como devem lembrar, apenas dois ex-agentes sabiam que McCall estava vivo, mas então ele se revela ao seu antigo parceiro, Dave (Pedro Pascal), e seu ressurgimento se mostra complicado. Enquanto McCall procura aqueles que foram atrás de Susan, ele é perseguido por uma equipe de mercenários assassinos (outro clichê).

 Denzel Washington é a melhor coisa em "O Protetor 2". O que é um pouco injusto, porque ele é geralmente a melhor coisa em qualquer filme em que ele faz, mas ele realmente mantém o personagem nos trilhos com seu magnetismo e sua habilidade única de ser charmoso e psicótico ao mesmo tempo. Mas, ao contrário do filme "Dia de Treinamento", sabemos que ele é mocinho, mesmo quando está calmamente despachando vilões para a terra dos pés juntos.
Confesso que O Protetor 1 não foi lá grande coisa no quesito emoção, mas pra quem gosta de ver Denzel Washington descendo o cacete na bandidagem, a exemplo de O Livro de Eli, vai gostar do Protetor 2. Pode haver alguns momentos meio parados, mas no geral, é um bom filme. Ah... o final deixa assim meio que aberto para um possível Protetor 3, 4...


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