Jurassic World: Reino Ameaçado | No espinhaço do Star-Lord. Vale a pena ver?

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Título original: Jurassic World – Fallen Kingdon.
Estreia: 21 de junho de 2018
Gênero: Aventura, Ficção Científica.
Duração: 128 minutos
Elenco principal: Chris Patt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall, Daniella Pineda, Justice Smith, Toby Jones, Isabela Sermon, Jeff Goldblum e James Cromwell.
Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Colin Trevorrow, Derek Connolly.
Produção: Frank Marshall, Colin Trevorrow, Thomas Tull.
Empresas envolvidas: Universal Pictures, Amblin Entertainment.

Se você é um dos que acreditam que a culpa de metade d’Os Vingadores ter virado glitter é do “Senhor das Estrelas” e estava esperando uma oportunidade para perdoar Chris Patt (Peter Quill, em Vingadores: Guerra Infinita) antes do próximo longa dos Guardiões, aproveite... Porque a atuação de Patt é um dos poucos pontos realmente positivos desta sequência de Jurassic World.


Sob direção de Juan Antonio Bayona (Sete Minutos Depois da Meia-Noite, 2017) o longa, como esperado, impressiona nas mordidas e grunhidos dos lagartões em CGI que, cuidadosa e admiravelmente acompanhados pela trilha sonora de Michael Giacchino (Missão Impossível: Protocolo Fantasma, 2011), garantem uns efeitos do carai. Mas... o roteiro de Colin Trevorrow (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, 2015) e Derek Connolly (Kong: A Ilha da Caveira, 2017) traz já nos primeiros minutos de filme uma broxante “cena fácil” (SPOILER) em que um cara se faz besta – né pussíve... – e age como se não estivesse em uma ilha cheia de calangos colossais, alegando não entender o que os gritos desesperados dos colegas significam. Isto nos dá, logo de cara, a sensação de que criatividade não é um ponto forte do filme e você vai passar duas horas mais envolvido pelos dinossauros em 3D que pela trama em si. 


Bayona tem surpreendido os fãs de drama e suspense com uma habilidade de construir cenas envolventes (ver O Orfanato, 2008) e traz esse talento para o mundo jurássico. Apesar de o filme abusar das situações de dentadas fáceis, é inegável que o tratamento peculiar do diretor espanhol nos dá aproximações e ápices de arrepiar, com raios, trovões, fumaça, luz, escuridão e coro sinfônico extasiante de Giacchino a favor do suspense.
O enredo é até promissor, bem congruente com os acontecimentos anteriores da franquia, e abre portas para um mundo novo  tomara que não como Dinotopia) : três anos após o desastroso fim do “parquinho” na Ilha Nublar, os dinossauros ficam isolados e um vulcão ativo ameaça a destruição de toda a ilha. O objetivo agora é decidir se as criaturas devem ser salvas ou deixadas para a “reextinção” (nota: no filme, o termo “desextinção” é usado para se referir ao ressurgimento dos dinossauros), e fica a cargo de Claire (Bryce Dallas Howard), Owen (Chris Patt), Zia (Daniella Pineda) e Franklin (Justice Smith) a missão de resgate, custeada por ninguém menos que o próprio Benjamin Lockwood (James Cromwell), cocriador do primeiro Jurassic Park.

O filme, em geral, merecia um roteiro melhor, porque a impressão que temos é que abusa de nostalgia, trazendo muito do que já foi visto e pouco do inesperado. No fim das contas, parece sustentar a trama no espinhaço de Patt e Bryce; além dos dinossauros, é claro, que estão, estranhamente, não apenas inteligentes e aterrorizantes, mas também sádicos com direito a "toc, toc, toc" na janela isso foi legal, mas desnecessário também. 


Nos resta esperar que a receita não se repita por completo em Jurassic World 3, previsto para 2021. Não é que não funcione, a gente até gosta de rever amigos e dinossauros arrancando braços, mas apesar das boas tiradas de uma dupla de coadjuvantes bem-humorados, Zia e Franklin,  e uma garotinha super fofa, Maisie Lockwood (Isabela Sermon), o filme dá pouco espaço significante para sangue novo e reitera a impressão de que os roteiristas andam pouco interessados pelo ofício; até mesmo as participações de Toby Jones (Alice Através do Espelho) e Geraldine Chaplin (Sete Minutos Depois da Meia-Noite) parecem pouco aproveitadas.



No mais, até que é bom para passar o tempo depois do jornal, e ainda tenho um tantinho de fé que melhore e traga surpresas no próximo, mas, por ora, eu esperaria sair na Netflix para assistir.

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