VINGADORES: GUERRA INFINITA | Vale ou não a pena assistir? Leia nossa resenha sem spoiler!


Título original: Avengers: Infinity War
Data de lançamento: 26 de abril de 2018 (2h 36min)
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Gêneros: Aventura, Ação
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Don Cheadle, Tom Holland, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Peter Dinklage, Danai Gurira, Leticia Wright, Dave Bautista, Zoe Saldana, Josh Brolin, Chris Pratt.
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: DISNEY / BUENA VISTA
Ano de produção: 2018

Finalmente chegou o momento que tanto esperamos desde a cena pós-crédito de 'Os Vingadores' (2012). Uma terrível invasão alienígena nos deu o primeiro vislumbre do seu verdadeiro arquiteto, um terrível e poderoso inimigo, Thanos.

Todos os filmes que a Marvel lançou em seus 10 anos de universo compartilhado, serviram como um prelúdio para esse momento. Heróis e suas histórias foram apresentados para que pudéssemos sentir a empatia necessária por cada um deles. Conhecemos seus conceitos, seus pontos fortes e fracos. Vimos batalhas, vilões sendo derrotados. Vimos a equipe ser fundada, vimos novos membros, vimos suas desavenças internas, e sua separação. No meio de tudo isso, sempre nos foi avisado de que o pior estava por vir, e veio.

As Joias do Infinito sempre foi o ponto crucial de todos os filmes, sendo apresentada aos poucos, filme por filme, começando por Capitão América: O Primeiro Vingador. Passamos a acompanhar cada passo, e ficamos curiosos em saber onde cada uma iria aparecer. E tome teorias atras de teorias nas redes sociais.

Depois de conhecer todos os personagens, suas histórias, as Joias do Infinito e para que servem, ficou faltando apresentar aquele que iria finalmente unir todas. Vingadores Guerra Infinita é praticamente um filme do Thanos. Conhecemos sua história pregressa, sua relação com as filhas Gamora e Nébula, e as motivações que fazem desse personagem poderoso e cruel, um vilão tão carismático quanto Darth Vader.

Graças aos efeitos de captura de movimentos, que melhoraram desde sua primeira aparição, e o trabalho de interpretação de Josh Brolin, Thanos consegue nesse filme, se consolidar não apenas como o melhor vilão do MCU, como também ser um dos melhores da história do cinema. Estamos aqui diante de um vilão com profundidade, emoção e uma motivação que chega até a fazer com que entremos em discussão se aquilo seria correto ou não. Afinal, o pior vilão é aquele que acredita realmente que o que está fazendo é correto. Podemos ver em seus olhos tudo que está sentindo, trazendo mais veracidade em seus sentimentos e frases de peso. Ele é ameaçador ao extremo, e isso é mostrado do inicio ao fim.

A única falha que vi no núcleo dos vilões foi na forma que os membros da Ordem Negra são apresentados. Eles cumprem muito bem o seu papel, mas acabam servindo apenas como simples capangas. São poderosos, mas ainda são capangas.

Do lado dos heróis, o maior destaque é o Thor. Finalmente podemos ver Thor de verdade nos cinemas. Os irmãos Russo conseguiram acoplar muito bem aquele Thor de Ragnarok nesse filme, dando a dosagem certa para seus momentos cômicos, sem a galhofada apresentada anteriormente Essa mesma transição é visível nos Guardiões da Galáxia, que não deixam de ser o que eles foram nos outros filmes, apenas as circunstâncias que são diferentes. Diante de mais de tantos heróis no mesmo filme, a abordagem de cada um foi uma das maiores preocupações do público antes da estreia. A divisão de heróis em núcleos é um dos maiores trunfos desse filme, que consegue fazer transições dinâmicas e eficazes. Esse dinamismo é tão eficiente que mesmo sendo o filme mais longo do MCU até agora, a impressão que dá é de que tudo passou foi rápido demais, e que não queremos sair da sala de  cinema. Ficou aquele gostinho que quero mais.

Se o filme vale ou não apenas assistir, é uma pergunta besta nesse caso. O filme é muito bom,  se igualando a Capitão América: O Soldado Invernal. Dinâmico, com a dosagem certa para cada momento de humor e tenção. O final é de deixar qualquer um de queixo caído de tão obscuro que é.  Foi exatamente como eu esperava que fosse. A cena pós-credito é simples e precisa, abrindo caminho para não apenas Vingadores 4 como também para tantas outras produções. Isso me deixou empolgado a ponto de criar minhas próprias teorias sobre o que vai rolar nos próximos filmes até lá. 

Quem venhamos próximos!


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