JUMANJI - BEM-VINDO À SELVA | Vale ou não a pena assistir?


Título original: Jumanji: Welcome to the Jungle
Data de lançamento: 4 de janeiro de 2018 (1h 59min)
Direção: Jake Kasdan
Elenco: Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart
Gêneros: Fantasia, Ação
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: SONY PICTURES
Ano de produção: 2017

O livro infantil Jumanji de 1981 de Chris Van Allsburg, deu origem a um filme estranhamente vendável em 1995, no qual Robin Williams escapou de um jogo de tabuleiro perseguido por rinocerontes, elefantes, macacos e leões na cidade de Brantford, New Hampshire. Esta "continuação da história" inverte inteligentemente a premissa do original, nos dando as boas vindas à selva, enquanto seguimos quatro jogadores jovens no jogo, onde devem enfrentar vários desafios de próximo nível para garantir sua passagem segura para casa. Totalmente superior ao antecessor de Joe Johnston, uma adaptação de Van Allsburg: Zathura - Uma Aventura Espacial.

Ao contrário de muitos remakes, Jake Kasdan reinventou uma possível franquia com o seu novo "Jumanji – Bemvindo à Selva”, que teve uma sólida melhoria em comparação com o original de 1995 com o saudoso Robin Williams. O filme é inspirado no livro infantil Jumanji de Chris Van Allsburg (1981). Desta vez, Kasdan nos fornece muitas sequências de ação de tirar o fôlego, com algumas criaturas bastante assustadoras - que vão desde uma cobra mortal a um hipopótamo devorador de homens; mas tudo está feito com bastante humor.

Melhor ainda, o conceito principal transforma-se de um jogo de tabuleiro ganhando vida a um videogame no qual o espectador é transportado. É como se o jogo tivesse se atualizado para uma versão mais condizente com os novos tempos já que os jovens não curtem mais jogos de tabuleiro. Foi uma boa sacada, e isso com certeza vai atrair tanto os adolescentes viciados em jogos quanto seus irmãos menores.

Lembram do final do filme Jumanji de 95, onde após os garotos jogarem o tabuleiro em um rio, ele vai parar nas areias de uma praia? Pois é, começa à partir daí como era de se esperar, com um homem achando o jogo e dando de presente ao filho adolescente. "Quem joga jogos de tabuleiro?", pergunta ele depois de abrir a caixa Jumanji, que muda prontamente para um plug-in de console de vídeo game; o que é uma boa sacada, já que o jogo é mágico, atualizando-se para os tempos atuais. Aconteceu o mesmo com Alan Parish (Robin Williams) no primeiro filme, que foi sugado no jogo "Jumanji" em 1995. Sem alerta de spoilers aqui, mas preste atenção! O novo adolescente é Nick Jonas, que entra no jogo como o piloto Alex, o primeiro avatar que foi sugado em 96 e ficará esperando pelos outros avatares.

Esse é um ponto interessante do filme, já que nessa nova versão trata-se de um vídeo game, os personagens jovens terão que escolher um avatar ao invés do totem de pedra do jogo te tabuleiro original. Os personagens principais  Alex Wolff (o nerd Spencer), Ser'Darius Blain (o atleta Fridge), Madison Iseman (a popular Bethany) e Morgan Turner (a deslocada Martha) ao iniciar o jogo, escolhem seus avatares por seus nomes e habilidades e a partir daí são sugados para o interior do jogo. Assim, eles se encontram em uma selva real, mas em que personagens e criaturas se comportam de acordo com regras dos videogames. No original, Williams e os garotos jogam fora do jogo, trazendo os personagens e a ação para dentro de sua casa e ruas da cidade.

Outro ponto forte do filme é ver o musculoso Dwayne Johnson (como o heróico aventureiro Smolder Braverstone) retratando o nerd aflito Spencer; o zoólogo baixinho Moose Finbar (Kevin Hart) que ainda pensa que é um atrela alto de futebol, a técnica de artes marciais em trajes minúsculos Ruby Roundhouse (Karen Gillan) que ainda se sente como a tímida Mary e (o melhor de tudo) Jack Black - como Dr. Shelly Oberon - que Bethany ac hava ser uma mulher por causa do nome. O fato de os avatares serem tão opostos às personalidades e habilidades dos personagens reais justificam tudo em um esquema engraçado que, felizmente, não cansa o expectador.

Como seus avatares, os personagens devem se sentir confortáveis ​​com o conjunto de poderes e habilidades que possuem. Porém... (tem sempre um porém), eles percebem que eles só têm três vidas para viver antes de morrerem em um "Game Over". Sua missão, (logico) é ganhar o jogo, encontrando uma esmeralda mágica que é o olho de uma estátua de leopardo gigante, restaurando assim a paz na terra destruída pelo terror de Jumanji.
Minha única queixa com o filme é a fonte de todo esse terror: o vilão assustador retratado por Bobby Cannavale. O ator é extremamente talentoso mas esse talento é desperdiçado no filme, pois ele não faz muito mais do que assobiar, destilar frases prontas de terror e extrair centopeias e escorpiões de seu corpo infestado de pragas.

No final, os cineastas nos deram uma das experiências de cinema mais divertidas que tive neste ano. Meus elogios vão para Dwayne Johnson, Kevin Hart e, especialmente Jack Black que faz uma interpretação divertida de uma menina adolescente presa no corpo de um "cara gordo de meia idade".  Enfim, o filme é uma ótima combinação de ação e humor e é uma excelente pedida para o início das férias. Se vale à pena? Claro que vale, como todo filme de Dwayne Johnson!


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