MÃE! | Vale ou não a pena assistir? Leia nossa crítica


Título original: Mother!
Data de lançamento: 21 de setembro de 2017
Duração: 02h 02min
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Kristen Wiig, Domhnall Gleeson
Gênero: Suspense
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: PARAMOUNT PICTURES
Ano de produção: 2017

Então! Fui conferir graças aos nossos parceiros do EspaçoZ a mais nova controvérsia do mundo do cinema. A obra cheirando a tinta fresca de Darren Aronofsky (Cisne Negro, Réquiem para um Sonho), repleta de talentos de peso como Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida, Inverno da Alma), Javier Bardem (Onde os Fracos não têm Vez), Ed Harris (Westworld, Pollock), Michelle Pfeiffer (Stardust, Batman - O Retorno), Domhnall Gleeson (Anna Karenina, Sobre o Tempo) e Kristen Wiig (Paul - O Alien Fugitivo, Missão Madrinha de Casamento).

Pelos comentários que ouvi antes de assistir, entrei no cinema certa de passar por uma horrível provação para os meus nervos. Juntei toda a minha coragem, meus dentes e minhas unhas, sentei naquela cadeira SUPER-MEGA-CONFORTÁVEL, e comecei a me preparar pensando em tudo o que há de bom (sorvete de chocolate, filhotinhos fofinhos...) e as luzes apagaram! Os cabelinhos da minha nuca, prontos para dançar ciranda cirandinha assim que começassem os sustos. Fiquei assim por pelo menos os 10 primeiros minutos, depois, a história, os personagens, a magnífica interpretação foi me contagiando a ponto de não conseguir mais desgrudar os olhos da tela. Tudo vai ganhando vida à medida que o filme se desenvolve, as pessoas e até a casa vão se mostrando sua verdadeira face. Até chegar em um ponto onde se não prestar a devida atenção vai acabar se perdendo no meio do caminho.

O enredo se passa em uma casa magnífica (Minha casa dos sonhos!), grande (Já quero!), precisando de alguns reparos (Não tem problema, é linda mesmo assim!), habitada por um casal (Jennifer e Havier) vivendo em sua monótona tranquilidade. Ele, bem mais velho que que ela, buscando inspiração para continuar escrevendo seus poemas e ela realizando os concertos necessários na casa, tornando o lugar o mais perfeito possível. Mas essa tranquilidade é logo perturbada pela vinda de estranhos na sua casa, sem aviso prévio. Um homem, médico-ortopedista (Ed Harris) e logo depois a sua mulher (Michele Pfeiffer). Vou parar por aqui de contar o que acontece pois se nem os trailers entregaram, não sou eu que vou acabar com a surpresa. Se, após vocês assistirem ao filme, e quiserem discutir comigo sua percepção sobre o que acontece, fico às ordens!

No entanto, quero deixar descrito as emoções pelas quais passei durante este evento. Como disse anteriormente, ao contrário do que fiquei me atormentando por dias, não senti um pingo de medo. Mas Jennifer conseguiu me passar toda a sensação de desconforto da personagem. Pense, você quieto lá no seu lugar quando do nada começam a aparecer pessoas em sua vida, tomando conta do seu lar e ainda por cima sendo estranhos. Te aperreando por tudo. Extremamente inconvenientes. Parecendo aqueles parentes chatos que vêm passar o natal na sua casa e acabam ficando até o carnaval. Pensei até em indicar para a personagem uma simpatia que aprendi quando passei por uma situação dessas, é só colocar uma vassoura de ponta cabeça atrás da porta com um garfo espetado na vassoura. Se não tiver o garfo não dá certo! Sou muito de acreditar nessas coisas não, mas funcionou, num instante os encostos vão embora! O sentimento de impotência dela a medida que perde o controle de tudo o que ela se esmerou tanto para deixar na mais pura perfeição causa uma dor claustrofóbica, como se cordas invisíveis impossíveis de serem rompidas estivessem lhe amarrando e impedindo seus movimentos, dificultando até a respiração. Dá vontade de gritar o mais alto possível até que tudo aquilo passe, mas o grito sai sufocado. Esse desconforto vai aumentado conforme passam os minutos, até determinado ponto que Darren enfia o pé no acelerador e tudo embola de vez, como um carro desgovernado, e aí se não prestar atenção vai perder várias coisas importantes para se entender do que se trata este filme.

Vale muito a pena assistir a Mãe!, pelo roteiro, pela bela direção, pela linda interpretação da protagonista Jennifer, sempre crescendo nessa profissão, e dos coadjuvantes, atores brilhantes e de peso que acreditaram na história e contribuíram imensamente para o sucesso da película, vale também pela trilha sonora que não estava lá, a primeira música só aparece no final, com as letrinhas, deixando o som ambiente, meio teatral, dominar nossa audição, nos fazendo mergulhar dentro de tudo o que acontece naquela casa.

AGORA VAMOS AOS SPOILERS:
  • Já a controvérsia, deve ter sido originada de como as pessoas geralmente preferem filmes fáceis de se entender, com uma linha de raciocínio mais óbvia, ou até mesmo do filme se tratar de uma interpretação do Gênesis da Bíblia, com Havier como Ele (Deus), Jennifer como a mãe natureza e Maria, Ed como Adão, Michele como Eva, tem até Caim e Abel e sua história trágica e Jesus também com sua história trágica. Sabem como é, se bota Deus e o pessoal Dele no meio, sai da frente que o pessoal fica bravo! 
Não é um filme fácil de entender, é polêmico, principalmente porque envolve histórias da bíblia...e aí...as religiões vão cair de pau. Assistir a esse filme como pura arte, deixando de lado seus entraves religiosos, vale muito a pena!


MÃE


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