RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL | Vale ou não à pena assistir?


Pela última vez Alice matará Zumbis! Quer saber como foi? Leia nossa análise.


Título: Resident Evil 6: O Capítulo Final 
Data de lançamento: 
Direção: Paul W.S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Shawn Roberts e Iain Glen
Gêneros: Ficção, Ação, Terror
Nacionalidade: EUA, Alemanha, Austrália, Canadá e França

A última esperança contra o fim da raça humana é a super soldado Alice (Milla Jovovich), mas agora sem seus poderes psíquicos. Ela deve formar alianças com os sobreviventes da resistência em Raccoon City para a batalha final contra a Corporação Umbrella e suas hordas vorazes dos mortos-vivos. Esta sexta parte da franquia inspirada no videogame é mais uma vez dirigida por Paul W.S. Anderson (Alien vs. Predator), esposo de Milla.

Fazendo uma pesquisa inicial sobre o filme, de cara fiquei sabendo de alguns eventos bizarros que circundaram as gravações do filme. Apesar de acontecer em vários filmes, houve vários acidentes muito sérios no início das filmagens. A dublê de Milla Jovovich, Olivia Jackson, machucou-se seriamente ao se chocar de moto em uma grua durante a gravação de uma cena de perseguição. Olivia ficou em coma por cerca de duas semanas além de sofrer uma série de lesões que até podia tê-la matado, tais como o rompimento de nervos na coluna cervical e a amputação de seu braço esquerdo. Outro membro da produção morreu ao ser esmagado por um dos carros que faziam parte do set. Sinistro!

Chegamos ao seu sexto (e último) filme da franquia Resident Evil que, é claro, é direcionado principalmente para os fãs de vídeo game, mas que se tornou decepcionante em seu histórico com o esse público, e que ainda consegue deixar um pouco a desejar para aquele tipo de plateia que adora filmes de ação, mas com um enredo que prenda a atenção do princípio ao fim. 

Foram quase quatro anos desde “Resident Evil 5: Retribuição”, mas acho que a gravidez de Milla contribuiu para esse longo e tenebroso inverno. O diretor Paul W.S. Anderson que também dirigiu Pompeia (2014) e Os Três Mosqueteiros (2011) não é reconhecido por dirigir grandes filmes indicados ao Oscar ou Globo de Ouro; ele até poderia ter realizado um ótimo trabalho, entretanto buscou apenas utilizar os mesmos atrativos visuais dos games, deixando a desejar não só na direção, mas também no roteiro (que também assina) e na montagem. O propósito final foi esquecer esses pormenores e encher a tela sequencias viscerais, tiros, explosões e sangue, abrindo mão de coisas simples como enquadramento, posicionamento de câmera, movimento, etc. Às vezes parece que “aquele” momento vai ser uma super sequência, mas aí vem à tona aquela repetição de clichês inerentes tanto ao cinema quanto nos videogames.

O roteiro é até bem simples. Após RE-5, mais uma vez Alice (Milla) de vê sozinha no que restou da cidade de Washington, e pra variar, vítima de mais uma emboscada de Albert Wesker (Shawn Roberts) e perseguida por monstros zumbis alados, até se deparar com o holograma da Rainha Vermelha (Ever Gabo Anderson, que é filha de Jovovich e Anderson) e se revela agora sua aliada (como assim?), dando à ela 36 horas para ir até a Colmeia em Raccoon City com a ajuda de sua velha amiga Claire (Ali Larter), pegar um antídoto para o T-Vírus que matará todos os zumbis da terra e salvar o que restou da raça humana. Só isso!

A produção até acerta ao fazer uma retrospectiva dos filmes anteriores mostrando os fatos mais marcantes que aconteceram em cada filme nesses 15 anos de franquia, e dando uma ideia aos novos fãs sobre o que ocorreu no passado, fazendo também um contraponto sobre o que realmente motivou a Umbrella a criar o mortal T-Virus. Entretanto, o demasiado foco na temática do videogame deixa de lado uma narrativa que se faz necessária, dando ênfase somente as missões de Alice que dão origem apenas as viscerais cenas de ação. Para se ter uma ideia, os primeiros 45 minutos de filme é recheado com um certo exagero nas sequencias de ação e jumpscares, que é claro são o seu ponto forte.

Já o ponto um tanto fraco do filme é em seu segundo momento, quando Alice se encontra com Claire em um movimento de resistência despreparado onde já existe outra trama que envolve um espião da Umbrella que parece já estar lá ha algum tempo, ficando sem motivo algum em surdina como se esperasse pela chegada de Alice. Parece meio sem sentido esse encontro de Alice que mesmo sem tempo algum, agora terá que enfrentar um exército de CG zumbis que me lembraram muito o filme Guerra Mundial Z, liderados pelo Dr. Alexander Isaacs (Iain Glen) que era pra estar morto.

Com todo esse aparato e vai e vem constante no enredo, que no final das contas muito se assemelha aos outros filmes da série é que, no frigir dos ovos, apresentam de forma bem consistente as aventuras da super soldado Alice estourando miolos, dando socos e pontapés a três por quatro. Entretanto, você que é fã das montagens sobre videogames, e mais ainda, fã de Resident Evil, o Capítulo Final é um filme obrigatório principalmente para quem vem acompanhando a franquia ao longo desses quinze anos. Acho que a liberdade que o diretor teve em dar sua própria visão sobre a heroína e o mix com os efeitos dos jogos foi essencial para o sucesso dos seis filmes. Seria legal também ver alguma cena em primeira pessoa como em Doom, A Porta do Inferno.

Pra terminar, “Resident Evil 6: O Capítulo Final” é um filme, que apesar dos percalços, vem de uma vez por todas encerrar de vez com a franquia, apesar da última parecer que Alice vai continuar matando zumbis por muito tempo ainda. Ele, apesar dos efeitos gráficos, parece ainda estar aquém dos seus antecessores, talvez pelo roteiro ruim. Com certeza não agradará a Gregos, mas alegrará os Troianos.



Imagens IMBD


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