ASSASSINS'S CREED | Vale ou não à pena?


Aí "negada", conferimos o primeiro Blockbuster do ano, e depois de muita expectativa para que finalmente um filme baseado em game viesse a nos surpreender, nos deparamos com algo meio "coisado". Sem "leruaite! vamos partir para o que interessa.


Título Original: Assassins Creed
Data de lançamento: 12 de janeiro de 2017 (1h 56min)
Direção: Justin Kurzel
Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons
Gêneros: Ação, Ficção científica
Distribuidor: Fox Film do Brasil

Nacionalidades: Eua, França
Ano de produção: 2016

SINOPSE:
Callum Lynch (Michael Fassbender) descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, via memória genética, revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Dotado de novos conhecimentos e incríveis habilidades, ele volta aos dias de hoje pronto para enfrentar os Templários. Versão para as telonas do game Assassin's Creed.

Primeiro blockbuster de 2017 nos cinemas é a adaptação da série de games Assassin's Creed (Reino Unido/França/Hong Kong/EUA, 2016), de Justin Kurzel, que não empolga, desperdiçando todo o potencial da história e acaba não agradando cinéfilos nem os fãs dos jogos da Ubisoft.

O filme inicia em 1986 apresentando um garoto que gosta de aventuras, mas que testemunha o pai assassinando sua própria mãe. Com traumas da infância, Callum Lynch (Michael Fassbender), é mostrado 30 anos depois, preso e desenhando imagens assustadoras, até receber a visita de um padre, em função de sua condenação a morte. Ele acorda no dia seguinte diante de Sofia (Marion Cotillard) que lhe propõe uma nova alternativa de vida, por meio de uma tecnologia revolucionária que destrava suas memórias genéticas, e o permite experimentar as aventuras de seu ancestral, Aguilar, na Espanha do século XV.

Então o filme passa a ter dois ambientes, um com poucas cenas de ação e tomadas bem interessantes, parecendo um game e outro de enrolação e embromação que não levam a nada, tratando de fazer Callum finalmente entender que é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, os Assassinos, e que acumula conhecimentos e habilidades incríveis para enfrentar a organização opressiva e poderosa dos Templários nos dias de hoje, na busca pela Maçã do Edén, um artefato que se encontrado, poderia acabar com a violência em virtude de acabar com a possibilidade do livre arbítrio. 

A exploração desse tema (o livre arbítrio), não é adequada ao que o filme se propõe. Deveria se ater a questão do entretenimento e não filosofar e perder tanto tempo em questões que não são devidamente esclarecidas, pois é questionável se o fim do livre arbítrio em si, garantiria o fim do problema da violência, como o filme propõe. E outra, um filme violento, criticar indiretamente a violência é fazer pouco caso de si mesmo e querer ser mais do que é de fato. Esse dilema é levado ao personagem principal, que de início volta aos ancestrais por obrigação e no fim, passa a decidir por convicção assumir a herança genética de assassino.

O roteiro do filme não é bem resolvido especialmente ao não tratar os Assassinos como heróis, e os Templários como vilões, uma vez que as ideologias de ambos não podem ser claramente chamadas de certas ou erradas. A edição também compromete um pouco, pois a mudança de ambiente é facilmente percebida e o timing não está adequado... O correto seria talvez depois que mergulhasse no jogo em si, só sair de lá quando finalizasse a missão e não ficar passando de fase em fase... Méritos apenas pros quesitos técnicos do filme, especialmente nas cenas de ação, que Kurzel já tinha realizado com excelência em Macbeth: Ambição e Guerra (2015). Nem com vontade de conhecer o jogo o filme me deixou...


Imagens 
IMBD









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