CINEMA

JACK REACHER: SEM RETORNO | Vale ou não a pena assistir?


"Negada", hoje estou com a análise desse filme que eu assisti sem nenhuma expectativa, e com razão. Sem "leruaite" vamos partir para o que interessa.


Título original Jack Reacher: Never Go Back
Data de lançamento: 24 de novembro de 2016 (1h 59min)
Direção: Edward Zwick
Elenco: Tom Cruise, Cobie Smulders, Robert Knepper
Gêneros: Ação, Suspense
Nacionalidade: Eua
Distribuidor: PARAMOUNT PICTURES
Não recomendado para menores de 14 anos
Ano de produção: 2016

SINOPSE:
Jack Reacher (Tom Cruise) retorna à base militar onde serviu na Virgínia, onde pretende levar uma major local, Susan Turner (Cobie Smulders), para jantar. Só que, logo ao chegar, descobre que ela está presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do exército. Estranhando a situação, Reacher resolve iniciar uma investigação por conta própria e logo descobre que o caso é bem mais pessoal do que imaginava

Uma das mais “fodásticas” cenas do primeiro filme, Jack Reacher: O Último Tiro, mostrando Jack rodeado por uma gangue e “metendo a peia em tudin” com certo nível de violência, pois Jack Reacher “manja dos paranauê”. Algo interessante nesse segundo filme, é que ele começa exatamente depois dessa luta, mas sem necessidade de reprisa-la, mostrando apenas os componentes da gangue caídos no chão, enquanto Jack está tranquilamente sentado em uma mesa do bar a frente. O sentido disso realmente não foi de reprisar e sim de mostrar que Jack Reacher é “o bichãozão” e talvez deixar o espectador curioso, caso alguém não tenha visto a cena, como eu. Não tendo assistido o primeiro filme antes desse, fiquei curioso pela cena e fui assisti o primeiro. O esquema do diretor Edward Zwick funcionou.

Mas nem tudo são flores em Sem Retorno. Eu queria até amenizar, mas o roteiro não ajuda muito. Existe uma coisa que me irrita bastante em alguns filmes que é a mania de explicar de mais, e esse filme é um deles. O roteiro é muito “mastigadinho”, explicando tudo. Toda vez que algo vai acontecer, eles nos informa diversas vezes, dando dicas de alguma forma antes, como se não tivéssemos a expertise de sacar o que está rolando no filme. Um exemplo claro disso, é que a todo o momento eles sempre frisam que Reacher é um ex-militar, ok, mas isso tudo é só porque daqui a pouco eles vão colocar sua posição atual como civil em cheque. Outro exemplo é que antes de acontecer algum embate, diversos sinais sobre o que vai acontecer ficam expostos, até mesmo a trilha sonora, ela começa a tocar antes da cena. "Véi", isso é “brochante”.

Outra coisa que me irritou, é a falta de carisma e conexão forçada entre Jack e uma possível filha, interpretada pela fraquíssima Danika Yarosh, irritante até dar uma dor na paciência. Para ilustrar melhor isso, sabe a conexão entre Brian Mills (Liam Neeson) com sua filha no filme Busca Implacável? Pois é, isso não acontece nesse filme.

Diferente dos problemas anteriormente citados, temos a participação de Cobie Smulders com uma ótima postura e presença em cena. Além de sua excelente desempenho físico, o filme chama atenção principalmente na abordagem da posição feminina em um ambiente completamente masculinizado que é o exército. Cobie, em nenhum momento ela se mostra inferior a Cruise em seu papel, sempre impondo sua posição e importância, e mesmo com a dureza do ambiente militar, fica visível o clima que rola entre os dois, principalmente quando eles então sozinhos na cena do quarto. Achei isso muito interessante e me fez imaginar algo assim na vida real.

A trilha sonora é muito boa, mas como foi dito antes, ela peca na antecipação, nos dando a dica que algo irá acontecer, antes de acontecer. A fotografia é muito boa, principalmente nas cenas noturnas que nos permite ver claramente os movimentos durante as cenas de ação com tiroteios e de luta corporal.


Respondendo a pergunta título do post, sim, vale a pena, mas não no cinema. Com um Tom Cruise um tanto burocrático em um filme sem grandes atrativos, Jack Reacher: Sem Retorno é um filme interessante, mas está longe de ser um filme espetacular. Mesmo com uma boa coreografia de luta, o grande brilho do personagem se deve mais por seu interprete e seu conceito do que pela sua execução. O maior impacto de diferença entre uma boa abordagem de um personagem veio, quando eu cheguei em casa e assisti Missão Impossível: Protocolo Fantasma. Quanta diferença.


Imagens IMBD



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