INFERNO - O FILME | Vale ou não a pena assistir?


E aí calangada, à convite do EspaçoZ este editor do Callango Nerd teve o privilégio de participar da Cabine de Imprensa de Inferno - O Filme, na sala IMAX do UCI Cinemas do Shopping Iguatemi na última terça feira (11/10). Me considero um co-fundador desse portal de notícias nerds com a linguagem "cearencês" e foi com alegria que recebi a incumbência de colaborar com este site "só o mi desbuiado"...


Título: Inferno
Data de lançamento: 13 de outubro de 2016 (2h 02min)
Direção: Ron Howard
Elenco: Tom Hanks, Felicity Jones, Ben Foster
Gêneros Suspense, Policial
Nacionalidade Eua
Não recomendado para menores de 14 anos
Distribuidor Sony Pictures
Ano de produção 2016

Depois do sucesso de O Código da Vinci (2006) e Anjos e Demônios (2009) obras de sucesso de Dan Brown, a trilogia de suspense se encerra com Inferno - O filme (2016) de Ron Howard que é a adaptação mais inconsistente da trilogia. Aqui vemos uma nova aventura do renomado professor de Simbologia, Robert Langdon (Tom Hanks), envolvendo símbolos ocultos e corporações secretas. O destaque dessa vez é para A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Na busca por salvar a humanidade de um vírus que pretende dizimar metade da população mundial. Esse vírus foi criado por um bilionário que acredita na salvação da espécie, com a redução do contingente populacional. Entretanto, o filme se mostra confuso a ponto de deixar o espectador com as mesmas dores de cabeça que afligem o personagem no início do filme, quando ele acorda num hospital com um ferimento na cabeça provocado por um tiro de raspão e ter tido um suposto traumatismo craniano e estar com amnésia (perda da memória recente...)

Langdon é salvo pela Dra. Sienna Brooks (Felicity Jones) ao se ver perseguido pela polícia local e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já no apartamento de sua nova parceira, eles encontram um pequeno projetor da famosa pintura de Botticelli, Mappa dell’Inferno e começam a desvendar um anagrama contendo pistas para desvendar o mistério que nem eles mesmos sabem direito o que pode vir a acontecer. Tom Hanks e Felicity Jones não tem o mesmo carisma em tela como ocorreu entre Hanks e Audrey Tautou em O Código Da Vinci, e Hanks e Ayelet Zurer em Anjos e Demônios. 

O roteiro de David Koepp é cheio de sobresaltos, e flashbacks que não se justificam e contribuem para que o espectador fique sem entender o que está se passando. Surgem cenas de ação o tempo todo, algumas bem desconexas da história (talvez quem tenha lido o livro se situe melhor em cenas pontuais). Vários personagens surgem de repente em tela e saem sem dizerem a que veio. Bonzinhos posam de vilões e pessoas más enganam Langdon e o espectador aparentemente estando do lado do "bem"... O final parece arrastado e uma cena na água que deveria ser o clímax da história acaba sendo boba e digna dos Trapalhões. O final poderia ter sido bem melhor, caso Langdon tivesse ficado ao lado de Elizabeth (Sidse Babett Knudsen) atriz dinarmaquesa que tem uma beleza singular, melhor aproveitada no filme francês A Corte (L'Hermine, 2015) de Christian Vincent.

A trilha sonora de Hans Zimmer é burocrática e aos poucos se torna enfadonha e preguiçosa. Os efeitos visuais apesar de serem bem realizados, especialmente os sonhos e delírios de Langdon, não contribuem efetivamente para a história, que em IMAX 2D oferece um primor de imagens da Florença italiana, Veneza e outras cidades europeias. Para quem viu os anteriores, ou leu os livros, vale à pena assistir sim. Se não tiver visto os anteriores, ou lido o livro, é melhor procurar outra sessão.


Imagens IMBD



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