A GAROTA NO TREM | Vale ou não a pena assistir?


Fala callangada! Rapaz fomos convidados pelo Espaço Z para a Cabine de Imprensa do thriller A Garota no Trem (The Girl on the Train, 2016) de Tate Taylor, um drama romântico, cheio de mistério e suspense, com roteiro escrito por Erin Cressida Wilson, baseado no romance de estreia homônimo de Paula Hawkin e que lembra um pouco os temas presentes no excelente Garota Exemplar (Gone Girl, 2014) de David Fincher.


Título original: The Girl On The Train
Data de lançamento 27 de outubro de 2016 (1h 53min)
Direção: Tate Taylor
Elenco: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett mais
Gênero: Suspense
Nacionalidade: Eua
Distribuidor: UNIVERSAL PICTURES
Ano de produção: 2016

SINOPSE: Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

De início, o filme se apresenta em capítulos, com o nome das três personagens principais, certamente mantendo a estrutura do livro. Ele é instigante e envolvente, narrado por Rachel (Emily Blunt) uma uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente, que vive traumatizada pela traição e abusos sofridos pelo marido. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela (algo comum para mentes prodigiosas... Me imaginei no Parajana lotado brechando a vida alheia...!!!). Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

Rachel deixa de ser mera observadora e tenta desvendar o mistério, acontece que o fato dela ser uma alcoólatra, faz com que ela não se lembre do que faz quando está bêbada. Quando ela busca ajuda para se livrar do vício, começa a tentar lembrar do que ocorreu numa certa noite, em que ela desce do trem e supostamente comete um homicídio contra a mulher que a princípio ela tanto admirava.

Tom (Justin Theroux) é o ex de Rachel que agora é casado com Anna (Rebecca Ferguson), com quem tem uma filha que é cuidada pela babá Megan (Haley Bennett) que é a mulher que é observada por Rachel no trem, que é casada com  Scott (Luke Evans). Ela desiste do emprego ao alegar ter encontrado outro trabalho numa galeria, no entanto ela é uma mentirosa inveterada, e exercita sua prática de mentiras no consultório de seu psiquiatra Dr. Kamal Abdic (Édgar Ramírez), com quem ela passa a ter um caso.

As três mulheres possuem algo em comum, que a montagem não linear vai revelando aos poucos, mantendo o clima de suspense, uma vez que as peças do quebra cabeça são montadas aos poucos, colaborando para a narrativa da história. Destaque para a denúncia de gaslighting, uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. 

A trilha sonora de Danny Elfman está correta, soando ameaçadora e criando o clima de mistério que envolve toda a trama. as atuações dos atores estão boas, especialmente Emily Blunt, que mostra vigor em cada cena e nas mudanças sofridas por sua personagem. O elenco masculino é que se mostra fraco, talvez esta tenha sido a intenção ao escalares atores pouco expressivos. A Garota no Trem vale muito à pena, por ser um suspense psicológico feminino de boa qualidade e que aborda temas relevantes como traição, alcoolismo, pressão pela maternidade e o já citado gaslighting.


Imagens IMBD



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