CRÍTICA | Ben-Hur


E aí negada, estive nessa quarta feira na inauguração do Centerplex no Grand Shopping Messejana para conferir a pré-estréia de Ben-Hur, uma releitura de um clássico de 1959. A pergunta fi ficou antes de assistir ao filme foi: "Será que esse filme irá fazer jus ao clássico?"
Bom, sem "lerutite" vamos partir para o que interessa!


Data de lançamento 18 de agosto de 2016 (2h 03min)
Direção: Timur Bekmambetov
Elenco: Jack Huston, Morgan Freeman, Toby Kebbell
Gêneros: Épico, Ação, Aventura
Não recomendado para menores de 14 anos
Nacionalidade: Eua
Distribuidor: PARAMOUNT PICTURES
Ano de produção: 2016

SINOPSE: O nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro), é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ele sobrevive ao tempo de servidão e descobre que foi enganado por seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell), partindo, então, em busca de vingança.

Depois de 56 anos vemos novamente Ben-Hur na telona onde o filme clássico faturou nada menos do que 11 Oscars, sendo uma marca só alcançada recentemente por Titanic e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, mas jamais superada por sua influência e importância. Com esse novo filme eu não gostaria de analisar como um remake e sim com uma obra individual.

Quando rola um remake, reboot ou seja lá o nome que eles queiram usar, eu sempre fico com o pé atrás, principalmente por temer que o filme novo envergonhe o clássico, pois não se encontram releituras como A Fantástica Fábrica de Chocolate de 2005 em qualquer esquina.

Infelizmente eu venho dizer que esperei mais de Ben-Hur. Judah Ben Hur (Jack Huston) é um nobre judeu de Jerusalém que cresceu ao lado de Messala (Toby Kebbell), irmão adotivo de origens romanas. Messala se sentindo deslocado dentro de uma família que o acolheu, por questões religiosas e de costumes, ele parte para buscar o seu próprio caminho junto ao exército romano. Anos depois Messala volta para Jerusalém onde acaba entrando em conflito com o irmão que foi acusado de traição e condenado à escravidão. O objetivo agora de Judah é sobreviver o máximo possível dentro dos porões dos navios romanos até que um dia ele possar retornar e se vingar de Messala.

O in´cio do filme é um pouco arrastado e pitoresco, me lembrando muito as produções da Record, até que o filme ganha corpo, mas quando chega nesse momento o filme fica um pouco apressado como se quisesse contar tudo de uma vez sem dar o devido espaço para que possamos sentir um carisma a mas pelos personagens.

O protagonista Jack Huston não passa toda a dramaticidade e veracidade que o personagem exige. Sua interpretação é rasa e acabamos nos importando com o personagem não por sua interpretação e sim pela história em si. Outro que vai muito mau é Toby Kebell, bastante inexpressível e muito fraco. Nem parece que ele era o Koba de Planeta dos Macacos.

O melhor ator em cena é Rodrigo Santoro como Jesus Cristo, ele é o responsável pelo maior peso dramático do filme. O ator está muito bem em cena e consegue passar o que poucos atores conseguiram no papel de Jesus, a serenidade e a imersão no papel. Mesmo o personagem não sendo o personagem não sendo o principal, é sobre ele que vemos a maior cara emocional do filme. A única coisa que estraga suas cenas é a trilha sonora meio forçada.

O elenco ainda conta com a presença de Deus. ops! Morgan Freeman é um excelente ator e não seria novidade nenhuma ele estar bem no filme, só queria que ele tivesse mais tempo em cena para aprofundar sua relação com Judah.

A fé e suas motivações são peças chaves no filme, e mesmo Jesus sendo um personagem de segundo plano, suas palavras de  perdão e a compreensão são vistas durante todo o filme, principalmente quando se trata das motivações de Judah em seu ódio pelo irmão, isso eu achei muito "massa".

O melhor momento do filme tanto no clássico de 1959 como nesse, é a corrida de bigas. Isso eles fizeram muito bem feito e honrou de verdade o clássico, com cenas de muita ação e bons efeitos. 

VEREDITO:

Ben-Hur é um bom filme, mas não é sensacional como eu esperava que fosse. Existem diversas sacadas e reviravoltas que existe na história que são incríveis e eu simplesmente amei, mas poderia ter sido melhor apresentado. A falta de carisma dos protagonistas pesou muito nessa análise, mas foi o mau desenvolvimento do filme que estragou o que poderia ser um grandioso épico. Quando deveria ser mais acelerado ele é arrastado e acelera quando deveria ser mais brando para que pudêssemos imergir na história. Detalhe, o 3D é desnecessário!

NOTA: 8/10





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