CRÍTICA | Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos


Aí negada, hoje lhes trago um filme que eu assisti sem nenhuma expectativa e realmente eu não esperava muito dele e fui de mente aberta. Agora sem "leruaite" vamos partir para o que interessa...

Título original Warcraft
Data de lançamento: 2 de junho de 2016 (2h 04min)
Direção: Duncan Jones
Elenco: Travis Fimmel, Toby Kebbell, Paula Patton
Gêneros: Fantasia, Ação, Aventura
Não recomendado para menores de 12 anos
Nacionalidade: Eua
Distribuidor: UNIVERSAL PICTURES
Ano de produção: 2016


SINOPSE: A região de Azeroth sempre viveu em paz, até a chegada dos guerreiros Orc. Com a abertura de um portal, eles puderam chegar à nova Terra com a intenção de destruir o povo inimigo. Cada lado da batalha possui um grande herói, e os dois travam uma disputa pessoal, colocando em risco seu povo, sua família e todas as pessoas que amam.
Durante muito tempo filmes baseados em games se tornaram decepcionantes. Algo que acabou causando uma desconfiança quando rolava um anuncio de que um novo filme baseado em game estava sendo produzido. Super Mario Bros., Lara Croft: Tomb Raider, Need for Speed - O Filme, Street Fighter - A Última Batalha são prova disso. Até mesmo Resident Evil é um filme de ação bem legal, mas como adaptação ele é terrível.

Duncan Jones foi escolhido à dedo para a direção desse filme. O cara não é só um grande fã do jogo, mas um diretor que possui uma trajetória cinematográfica bem respeitável, com Lunar e Contra o Tempo no currículo. Com Warcraft, Jones tem um desafio triplo que era mudar esse quadro sobre adaptações de games serem ruins, provar que que o cinema de fantasia épica pode ir além do universo de O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e o outro desafio do diretor era fazer um filme que chamasse atenção tanto de quem curtia o game como pra nunca ouviu falar em Warcraft. Afinal se dependesse apenas dos fãs do game, o filme que teve um orçamento de US$ 160,00 milhões acabaria sendo um fiasco.

Mas a pergunta que fica é: Ele conseguiu?
Como diria Jack, O Estripador "Vamos por Partes'.

JOGADORES: Eu particularmente nunca joguei Warcraft, então conversei com amigos meus que são jogadores de Warcraft e estão por dentro desse universo, sobre a impressão deles como jogadores. As reações foram as mais positivas possíveis!
São mais de 20 anos de histórias, o diretor optou de forma inteligente pela história do primeiro jogo, Warcraft: Orcs & Humans, onde realmente existe o primeiro contato entre orcs e humanos. Mostrando um grande nível de fidelidade, não só no visual todo dos personagens e da ambientação, mas no contexto histórico do filme.

NÃO-JOGADORES: Como um não-jogador de Warcraft eu fui apresentado a esse universo assistindo ao filme e eu gostei, até mais do que eu imaginava.

PONTOS POSITIVOS
O visual do filme é exelente! Os efeitos visuais e a perfeição em que foi trabalhado os personagens criados em CGI é algo impressionante de tão bem feito. A história é bem envolvente e me trouxe uma curiosidade em procurar saber mais sobre o game e também jogar para me aprofundar nesse conhecimento.

O filme apresenta ótimas cenas de batalha com tomadas aéreas de vilas invadidas por orcs impressionantes, bem parecido com o que se pode ver nos jogos. Cenários com diversos tipos de clima e ambientação em um espaço reduzido. É como estivéssemos numa Terra bem reduzida, com florestas, desertos, montanhas cobertas de neve e vulcões separados por uma curta distância. Tudo feito de forma muito inteligente.

Outra coisa que gostei bastante no filme é que diferente de O Senhor dos Anéis, onde os humanos são os heróis e os monstros os vilões, aqui não existe um lado específico que seja o vilão, existem heróis e vilões dos dois lados. Uma novidade no universo da fantasia.

PONTOS NEGATIVOS
Em Senhor dos Anéis existe uma cena inicial onde quem nunca ouviu falar nos livros do Tolkien pode se situar na história sem ficar perdido. Isso não acontece em Warcraft. Nós somos jogados pra dentro desse universo em que passamos a conhecer ao decorrer do filme, mas no final ficamos com mais perguntas do que respostas.

Outra falha do filme foi na apresentação dos personagens e os conceitos que os gamers conhecem muito bem.

Quanto ao visual eu me senti incomodado com as armaduras dos humanos. Está certo que nos games elas são daquela forma, mas no cinema me pareceu algo artificial. Tudo muito polido, sem arranhões como se tivessem acabado de serem feitas. Se você reparar bem, nem a armadura do Homem de Ferro é tão polida, ela sempre apresenta arranhões e pintura descascada.

A história do filme é um pouco apressada e as reviravoltas são bem previsíveis. O universo é algo envolvente, mas isso não é bem desenvolvido no filme e os personagens acabam não sendo bem desenvolvidos.

O ator Travis Fimmel (da série “Vikings”) que interpreta Anduin Lothar é imponente como um dos protagonistas e sua interpretação é muito boa, mas falha quandro se trata de cenas dramáticas.

VEREDITO

Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos tem um roteiro simples, que com certeza agrada mais os fãs do os iniciantes nesse universo. Mesmo assim, o fato de ser um filme bem feito faz com que qualquer um passe a gostar dele. Acredito que todas as falhas contida no filme, seja algo a ser abordado nos próximos. Warcraft pode ser o primeiro de muitos filmes bons baseados em games.

NOTA: 8/10



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