CINEMA

CRÍTICA | Independence Day: O Ressurgimento


E aí "negada", sábado fui assistir Independence Day: O Ressurgimento em 4DX, com minha digníssima esposa à base de muito refrigerante que me fizeram ir ao banheiro duas fezes durante a sessão, mas sem perder muita coisa do filme. Agora vamos deixar de "leruaite" e partir para o que interessa...

Título original Independence Day: Resurgence
Data de lançamento: 23 de junho de 2016 (2h 00min)
Direção: Roland Emmerich
Elenco: Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman mais
Gêneros: Ficção científica, Ação
Nacionalidade: Eua
Não recomendado para menores de 10 anos
Distribuidor: FOX FILMES
Ano de produção: 2016



SINOPSE: Após o devastador ataque alienígena ocorrido em 1996, todas as nações da Terra se uniram para combater os extra-terrestres, caso eles retornassem. Para tanto são construídas bases na Lua e também em Saturno, que servem como monitoramento. Vinte anos depois, o revide enfim acontece e uma imensa nave, bem maior que as anteriores, chega à Terra. Para enfrentá-los, uma nova geração de pilotos liderada por Jake Morrison (Liam Hemsworth) é convocada pela presidente Landford (Sela Ward). Eles ainda recebem a ajuda de veteranos da primeira batalha, como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), o cientista David Levinson (Jeff Goldblum) e seu pai Julius (Judd Hirsch).

Para que possamos ter uma compreensão melhor dividirei por sessões. Como diria Jack O Estripador, "vamos por partes"!

O DESENVOLVIMENTO DA TRAMA
Independence Day primeiramente a presenta logo de cara os alienígenas com sua nova missão de vingança. Eles vieram um dia sem motivos aparente, porque não viriam novamente agora que eles tem motivos. Na tela vemos uma nave gigantesca que uma das melhores coisas do filme. Ótimo trabalho de criação e design. Após o primeiro contato, vinte anos atrás, toda a tecnologia humana deu um salto gigantesco na utilização da engenharia reversa baseada no estudo da tecnologia alienígena, afim de nos protegermos de um possível futuro ataque. Isso funcionou? NÃO!

Toda a "preparação" de vinte anos foi mesmo que nada. Diferente do presidente Whitford (Bill Pullman) que sempre apresentou uma postura forte, imponente e inteligente, que só atacou os alienígenas depois de ter sido atacado, sendo assim comprovando que esse visitantes eram de fato inimigos,  a nova presidente Lanford (Sela Ward) é prepotente e "afoita" de mais. Logo que aparece uma nave extraterrestre sem saber ao menos quem seja e mesmo recebendo o conselho para não atacar, vindo do maior especialista em invasão alienígena que existe, David Levinson (Jeff Goldblum), ela não pensa duas vezes antes de mandar "bala" na nave e fazer "merda". Muito parecido com o Bush. Em seguida chega a monstruosa nave alienígena "com gosto de gás e sangue no zóio".

Mas além dos efeitos visuais, nave maior que a do primeiro filme, tecnologia humana apura, mas ineficaz, o que o novo filme trás realmente de novo?

NÃO SEI!

ELENCO
O peso do elenco fica por parte apenas dos atores que reprisam seus papeis como Bill Pullman (Whitmore), Jeff Goldblum (o cientista David Levinson) e Judd Hirsch (Julius Levinson, pai de David). Isso mostra o quanto esses foram bem construídos tanto no primeiro filme como nesse. Porém o elenco novo não convence nenhum pouco e acabamos por perceber que o filme não tem um protagonista forte, alguém que você possa dizer: "Esse é o cara!"

A falta que Will Smith faz no elenco é simplesmente gritante, o trio de protagonistas desse filme não tem nem 10% do carisma de Will, e não venha dizer que é porque eles não são conhecidos pois Will não era tão famoso assim quando fez o filme de 1996, mas o carisma do cara pagava o ingresso mesmo que o filme fosse ruim, o que não era o caso. O trio formado por Liam Hemsworth (Jake Morrison), Jessie Usher (Dylan Hiller) e Maika Monroe (Patricia Whitmore) é fraco em comparação ao primeiro filme.

ROTEIRO
O roteiro simples apresenta algo muito enjoativo, infantilizando muito as coisas, cheio de piadinhas. Existe também a tentativa de repetir algumas situações do primeiro filme, como um novo discurso encorajador do presidente Whitmore. Sério, esse ficou meio "mé!"

O lado dramático é algo também falho, forçado com a participação de crianças e cachorros, que aparecem do nada só pra encher o saco e dar uma função ao pai de Jeff Goldblum.

Outra falha do roteiro é que eles explicam de mais as coisas, sabe, praticamente duvidando da inteligência do espectador, e isso é muito chato.

EFEITOS VISUAIS
Diferente de 1996 filmes desse estilo era quase que uma novidade e também era bem difícil fazer algo convincente e bem feito. Independence Day tive o grande trunfo de trazer um filme-catástrofe junto com um ótimo roteiro e elenco. Hoje é bem mais fácil e comum fazer um filme sobre catástrofe como O Dia Depois de Amanhã e Godzilla. Destruir a Terra é bem comum (depois de Dragon Ball ué), já que a tecnologia de hoje proporciona efeitos visuais incríveis. Mesmo com todas as cenas de destruição muito bem feitas, algo realmente de tirar o fôlego, no final parece que faltou dinheiro. Assim que você assistir irá perceber como ficou artificial.

VEREDITO
Independence Day: O Ressurgimento é inferior ao primeiro filme, a continuação apenas amplifica o que foi feito antes, mas sem a mesma profundidade. O combate entre humanos e alienígenas é algo meio que preguiçoso onde mais uma vez eles tiveram tudo para fazer algo épico e "cagaram" tudo. O filme até apresenta elementos que podiam ser melhor explorado como o povoado africano que sobreviveu lutando corpo a corpo com os alienígenas, fazer um filme apocalíptico de verdade com a quase aniquilação da raça humana causada pelo erro do ataque precoce, e a retomada da Terra no próximo filme, mas isso tudo fica só na vontade.
O roteiro fraco e raso somados a falta de um protagonista de peso, fizeram desse filme só mais um, funcionando como um filme de Sessão da Tarde, nada profundo, apenas milhões em computação gráfica.

NOTA: 7/10




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