CRÍTICA | Victor Frankenstein (ou Igor Strausman?)


A aí “negada”! Normalmente eu faço apenas críticas de filmes que eu assisto no cinema, mas nem sempre consigo assistir ao filme que desejo na telona e mesmo assim me sinto no dever de falar sobre aquele filme. Sendo assim, a partir de agora as críticas serão também de filmes que assisto em casa. Mas vamos deixar de "leruaite" e partir pra o que interessa...


Titulo Original do filme: Victor Frankenstein
Lançamento: 26 de novembro de 2015 (1h50min) 
Dirigido por: Paul McGuigan
Com: Daniel Radcliffe, James McAvoy, Jessica Brown Findlay
Gênero: Fantasia , Aventura , Terror
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: FOX FILMES
Não recomendado para menores de 12 anos 
Ano de produção: 2015

SINOPSE: Ao visitar um circo, o cientista Victor Frankenstein (James McAvoy) encontra um jovem corcunda (Daniel Radcliffe) que lá trabalha como palhaço. Após a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay) cair do trapézio, o corcunda sem nome consegue salvar sua vida graças aos conhecimentos de anatomia humana que possui. Impressionado com o feito, Victor o resgata do circo e o leva para sua própria casa. Lá lhe dá um nome, Igor, e também uma vida que jamais sonhou, de forma que possa ajudá-lo no grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte.

Hoje lhes trago Victor Frankenstein Sou muito fã de filmes de monstros e o Monstro de Frankenstein não poderia ficar de fora. Vitor Frankenstein é uma interpretação livre da clássica obra escrita por Mary Shelley mostrando um ponto da história que muitos nem se quer prestam atenção, o criador do monstro, Victor Frankenstein. Mas o protagonista não é o criador e nem a criatura e sim o corcunda Igor Strausman, seu ajudante que não existe no livro. Igor apareceu pela primeira vez no clássico Frankenstein de 1931 e pela última vez no filme Van Helsing (2004).

Igor tem uma importância muito grande na história, maior até que o próprio personagem título, ganhando uma história consistente e bastante interessante. Desde sua origem como um corcunda sem nome e palhaço de circo, até sua amizade e fascínio por Victor Frankenstein.

O ponto forte do filme está na interpretação de Daniel Radcliff, que desde o fim da saga Harry Potter, tem buscado papeis diferentes e sombrios, como A Mulher de Preto, Amaldiçoado e isso tem sido ótimo para a carreira do ator. Igor é um personagem desafiador, exigindo de Radcliff uma mudança física que leva o ator a ficar curvado e com vários trejeitos nos 20 primeiros minutos do filme. Os melhores momentos.

Diferente de Igor, Victor não foi um personagem tão bem construído, algo que não era esperado, afinal o filme leva o nome dele. Enquanto Igor tem toda uma história bem argumentada fazendo que possamos compreender suas razões, questionamentos e motivos, Victor não passa a mesma profundidade. Não por culpa de James McAvoy e sim do roteiro escrito por Max Landis. Até mesmo a aparição repentina de seu pai, interpretado por Charles Dance, não é capaz de nos dar essa compreensão. Até uma tentativa motivacional envolvendo irmão de Victor é algo falho e sem consistência.

O grande momento do filme que seria a criação do monstro, não é tão grande assim. Poderia ter sido melhor e maior. Gostei bastante trabalho de maquiagem na aparência do monstro e de sua falta de vida, apenas um corpo se movendo no instinto básico de ação e reação, procurando sobrevivência. Algo que deveria ter sido melhor abordado. O surgimento do monstro deveria levar mais tempo, ao invés dos curtos momentos antes do filme acabar. Isso foi simplesmente broxante.

Mesmo com diversos problemas de roteiro que enfraquecem o filme no decorrer do tempo em que assistimos, Victor Frankenstein não é um filme ruim, pelo contrário, ele é bastante interessante apresentando diversos pontos positivos, como o fascínio de Igor pela ciência e medicina e a loucura em meio a genialidade de Victor. A única coisa realmente irritante é o policial interpretado por Andrew Scott. Mal construído, chato e sem nenhum carisma. Sua visão cristã sobre suas motivações, e feita de forma vazia, rasa o suficiente pra você não se importar nenhum pouco com ele. Cheio de frases prontas e uma interpretação fraquíssima.

CONCLUSÃO...

Me prendeu e me fez querer assistir até o final. Mais pelo Igor do que pelo Victor. Na verdade o nome do filme deveria ser Igor Strausman. Rsrssrsrs
Talvez se eu tivesse assistido no cinema, teria me empolgado mais, mais pela questão visual do filme que é muito boa por sinal. Como eu assisti em casa, pude analisar com calma.

Não costumo dar notas para filmes, mas sinto que devo começar: 6/10





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